77,8% das criptomoedas hackeadas nunca se recuperam das perdas de preço.

Quando uma criptomoeda é hackeada, é como uma sentença de morte para o seu preço. De acordo com um novo relatório, 77,8% das criptomoedas hackeadas nunca se recuperam.
Seus preços permanecem baixos, estagnados, sem valor — chame como quiser, mas o cenário não é nada bonito. Seis meses após o ataque hacker, esses tokens ainda estão em forte queda.
Mais da metade — 51,1% para ser exato — dos tokens hackeados veem seu valor cair em mais de 50% nesses seis meses. Isso significa que metade do valor deles desapareceu, assim, de repente.
A frequência e a gravidade dos ataques a criptomoedas dispararam. Esqueça 2023, quando os roubos de criptomoedas totalizaram "apenas" US$ 657 milhões. Somente no primeiro semestre de 2024, esse número mais que dobrou, chegando a US$ 1,4 bilhão.
Os hackers não estão para brincadeira. Estão ficando mais espertos, mais ousados e muito mais sofisticados. As plataformas e corretoras de finanças descentralizadas são seus campos de atuação favoritos.
Eles exploram vulnerabilidades emtracinteligentes, enganam pessoas com golpes de phishing e, de alguma forma, sempre encontram um jeito de invadir carteiras que deveriam ser seguras. E não são apenas projetos pequenos. Até mesmo grandes empresas estão sendo duramente atingidas.
Tomemos como exemplo a DMM Bitcoin. Essa corretora japonesa perdeu a impressionante quantia de US$ 308 milhões em um incidente que foi classificado como um "vazamento não autorizado". Há também a LIFI, uma plataforma DeFi cross-chain, que viu US$ 10 milhões evaporarem devido a uma falha de segurança.
A Velocore, outra exchange descentralizada, também sofreu um prejuízo de US$ 10 milhões. Ninguém está a salvo, nem mesmo os novatos no mercado com suas tecnologias blockchain inovadoras e chamativas.
A Orbit Chain sofreu um prejuízo de US$ 81,5 milhões em 2 de janeiro, o que paralisou suas operações entre blockchains. Apenas um dia depois, a Radiant Capital perdeu US$ 14 milhões quando seu protocolo de empréstimo DeFi foi explorado.
Mas não parou por aí. A Uwu Lend foi atacada duas vezes em uma semana, perdendo um total de US$ 19,3 milhões. A Kraken, um dos grandes nomes do setor, foi vítima de um ataque de phishing direcionado que lhe custou US$ 3 milhões.
O ataque hacker de US$ 10 milhões sofrido pela LIFI e o prejuízo de US$ 1,8 milhão da DoughFina devido a uma vulnerabilidade em umtracinteligente completam um ano que tem sido brutal para o setor.
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Jai Hamid
Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.
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