A Alphabet está prestes a receber um grande retorno financeiro da SpaceX, já que a empresa de foguetes está preparando o que pode se tornar o maior IPO da história.
Um novo documento registrado no Alasca mostra que o Google LLC detinha 6,11% da SpaceX no final de 2025. O Alasca exige que as empresas divulguem os acionistas com participações de 5% ou mais. Com uma avaliação de US$ 2 trilhões, essa participação valeria cerca de US$ 122 bilhões.
Essa participação pode já ter diminuído após a fusão, em fevereiro, entre a SpaceX e a xAI, empresa de inteligência artificial e mídias sociais de Elon Musk. Mesmo com uma avaliação de US$ 2 trilhões, ainda valeria cerca de US$ 100 bilhões. O Google já havia divulgado seu investimento na SpaceX, mas não o valor exato.
A SpaceX atrai grandes investidores pelos EUA enquanto os bancos finalizam a oferta
Enquanto isso, a SpaceX está se preparando para apresentar locais estratégicos nos Estados Unidos a possíveis investidores âncora, buscando garantir o financiamento para o negócio.
Fontes a par dos planos alegadamente afirmaram que a empresa pretende levar investidores que possam adquirir participações significativas, incluindo fundos soberanos, a instalações na Califórnia e no Texas.
A SpaceX também planeja fretar um avião de Nova York nas próximas semanas para visitas que podem incluir o Mississippi, onde a xAI está construindo um grande complexo de data centers.
A empresa protocolou um pedidodentpara abrir seu capital e pretende levantar até US$ 75 bilhões, com uma avaliação acima de US$ 2 trilhões, valor já divulgado anteriormente pela Cryptopolitan.
Se concretizada, a oferta pública inicial (IPO) será a maior da história. Os consultores que trabalham na abertura de capital estão trabalhando sem parar. O diretor financeiro, Bret Johnsen, disse aos banqueiros que está insatisfeito com o vazamento de detalhes do IPO. Ele também lembrou aos bancos envolvidos que o processo deve permanecer confidencial.
Após a abertura de capital, Elon Musk estaria a tracde se tornar o primeiro trilionário do mundo. Executivos de longa data, incluindo adent Gwynne Shotwell, também veriam suas fortunas aumentarem. Os investidores iniciais estão prestes a obter grandes lucros, mas mesmo aqueles que investiram há cerca de cinco anos ainda devem se sair muito bem.
A SpaceX se apoia na Starlink, em lançamentos, na Starship e em serviços de telefonia celular para defender seus preços
Franco Granda, analista sênior de pesquisa da PitchBook que cobre a SpaceX, disse: "Em comparação com empresas de grande capitalização e alto crescimento, o perfil da SpaceX justifica um múltiplo premium, com margens EBITDA em torno de 50% e uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de receita de cerca de 50% em três anos, além de múltiplos vetores de crescimento composto.".
A avaliação torna-se progressivamente mais fácil de justificar num horizonte de 5 a 7 anos, à medida que a Starship se comercializa e o negócio de transmissão direta para celulares se expande, com os retornos impulsionados pela execução de marcos importantes em vez do crescimento dos lucros a curto prazo.”
A Starlink gerou uma receita estimada em US$ 10,6 bilhões e um EBITDA de US$ 5,8 bilhões em 2025, com uma margem de 54%. Ela representou mais de dois terços da receita total da SpaceX.
A base de assinantes dobrou pelo segundo ano consecutivo, atingindo 9,2 milhões de usuários em mais de 150 países. As previsões apontam que, até 2040, a receita da Starlink chegará a US$ 120 bilhões, com uma margem EBITDA de 70%.
Em 2025, a SpaceX realizou 165 missões com o foguete Falcon 9, o que representa cerca de 52% de todos os lançamentos orbitais globais. Sua taxa de reutilização de foguetes atingiu 84%, reduzindo os custos de lançamento em até 65%.
Estima-se que a unidade de lançamento tenha gerado US$ 5,2 bilhões em receita e US$ 1,7 bilhão em EBITDA em 2025, com uma margem de 33%. A previsão aponta para um faturamento de US$ 30 bilhões para esse segmento até 2040, quando a Starship assumir toda a sua operação. A primeira entrega de carga útil comercial está prevista para 2026.
Em dispositivos móveis, o serviço direto para celulares da Starlink alcançou 6 milhões de assinantes por meio de 27 parcerias com operadoras em cerca de 18 meses.

