- Os credores da Genesis contestam a alegação da DCG de ter quitado integralmente sua dívida, alegando um débito de US$ 26 milhões em juros e multas por atraso.
- Os credores argumentam que o pagamento da DCG em "instrumentos ilíquidos", como ações da ETCG e da ETHE, viola os termos do acordo original.
- ETCG e ETHE estavam sendo negociadas com descontos de 69% e 50%, respectivamente, o que levanta preocupações sobre sua liquidez e conformidade com a SEC.
A saga financeira entre o Digital Currency Group (DCG) e seu parceiro devedor, Genesis, se intensificou ainda mais, com uma nova onda de acusações surgindo nos tribunais. Apesar da afirmação do DCG de ter quitado toda a sua dívida com a falida empresa de empréstimos em criptomoedas Genesis, um grupo organizado de credores da Genesis criou obstáculos. Eles contestaram essa alegação no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York, insistindo que uma parcela significativa da dívida permanece em aberto.
Os credores da Genesis apresentaram uma narrativa financeira que diverge drasticamente da versão da DCG. Sua contestação gira em torno de um suposto saldo devedor de US$ 26 milhões, atribuído a juros não pagos e multas por atraso. Essa disputa não se limita aos valores, mas também se estende à forma de pagamento. Os credores insistem que os termos do acordo foram violados, enfatizando que o contrato não previa a liquidação em nenhuma outra forma que não fosse dólar americano ou Bitcoin. Eles apontam especificamente a inadmissibilidade de "instrumentos ilíquidos" como meio de pagamento.
Garantias questionáveis e conformidade com a SEC
Os “instrumentos ilíquidos” em questão são o Grayscale Ethereum Classic Trust (ETCG) e o Grayscale Ethereum Trust (ETHE), anteriormente mantidos como garantia. A escolha desses instrumentos como forma de liquidação causou estranheza, não apenas por sua iliquidez, mas também por seu desempenho no mercado. No início de dezembro, o ETCG e o ETHE estavam sendo negociados com descontos significativos em relação ao seu valor patrimonial líquido – 69% e 50%, respectivamente. Essa avaliação pinta um quadro sombrio, principalmente considerando que esses fundos não são regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) e são negociados no mercado de balcão.
A monetização dessas ações e sua subsequente conversão em Bitcoin foram vistas como um passo crucial para uma contabilidade precisa. No entanto, os credores argumentam que mesmo esse processo, com a DCG arcando com o custo da compra, não resolve o problema central do método de pagamento.
Disputas de Pagamento e Pedido de Falência
Adicionando mais uma camada a esse intrincado drama financeiro, uma declaração oficial do comitê de credores sem garantia revelou detalhes específicos do acordo de pagamento parcial alterado. De acordo com esse acordo, datado de 28 de novembro, a DCG reconheceu o valor principal de seus empréstimos como 2.737,77102141 BTC e 14.048 Bitcoin Cash, incluindo taxas de atraso no valor de 10,12600241 BTC.
A divulgação desses números ocorreu poucos dias depois de a DCG anunciar o pagamento de seus empréstimos à Genesis em 5 de janeiro. Esse anúncio poderia ter sido concebido como o capítulo final da saga financeira em curso. No entanto, a reação dos credores pinta um quadro diferente, sugerindo um quebra-cabeça financeiro complexo e não resolvido. Essa disputa surge em meio à suspensão dos saques da Genesis em novembro de 2022 e seu subsequente pedido de recuperação judicial (Chapter 11) em janeiro de 2023.
Neste drama financeiro de alto risco, as narrativas contrastantes entre os credores da DCG e da Genesis destacam as complexidades e incertezas inerentes ao mercado de criptomoedas. Os eventos em curso, juntamente com o envolvimento de órgãos reguladores como a SEC, ressaltam o cenário em constante evolução das finanças digitais. À medida que o caso avança, ele certamente servirá como um ponto de referência crucial paradentlegais e financeiros no domínio das criptomoedas.
Em essência, a disputa entre os credores da Genesis e a DCG não se resume a uma batalha por valores e prazos de pagamento. Ela reflete os grandes desafios e as dificuldades inerentes a um ecossistema financeiro digital em rápida evolução. Este caso serve como um lembrete da importância de práticas financeiras claras, em conformidade com a lei e transparentes, especialmente nas águas relativamente desconhecidas do empréstimo e pagamento em criptomoedas.
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