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Sim, as criptomoedas tornaram a vida dos criminosos muito mais fácil

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
Sim, as criptomoedas tornaram a vida dos criminosos muito mais fácil
  • Em 2023, o FBI relatou perdas superiores a US$ 12,5 bilhões devido a golpes com criptomoedas nos EUA, um aumento de 22% em relação ao ano anterior.
  • Um número recorde de 880.418 denúncias de roubos relacionados a criptomoedas foram registradas, indicando um problema maior que não foi relatado.
  • Existe uma necessidade urgente de um quadro regulatório coeso para combater os crimes com criptomoedas, uma vez que as leis atuais deixam lacunas significativas para os cibercriminosos.

Os golpes e fraudes com criptomoedas prejudicaram enormemente a segurança financeira de muitos americanos, representando um dos maiores saques financeiros da história dos EUA. Somente em 2023, o FBI relatou mais de US$ 12,5 bilhões em perdas devido a esses golpes, um aumento de 22% em relação ao ano anterior.

Um número impressionante de 880.418 denúncias sobre possíveis roubos de criptomoedas e crimes online foram registradas no Centro de Crimes na Internet da agência, o que sugere uma realidade ainda mais sombria, já que muitas vítimas não denunciam seus prejuízos.

Necessidade urgente de intervenção estratégica

O crescente número de crimes relacionados a criptomoedas exige uma ação imediata e decisiva de Washington, D.C. Com o mercado de criptomoedas vivenciando mais um ciclo de alta, o influxo de novos usuários e capital aumenta significativamente o risco de fraude.

O atual quadro regulatório nos EUA, ou a falta dele, deixou investidores e consumidores expostos a riscos consideráveis. A supervisão fragmentada da SEC, da CFTC e do IRS criou lacunas que os hackers exploram com facilidade.

É fundamental que a prevenção seja priorizada em relação à reação. Os órgãos legislativos devem aplicar as leis de combate à lavagem de dinheiro com maior rigor e criar um ambiente regulatório mais coeso para eliminar as brechas exploradas pelos cibercriminosos.

Isso inclui o estabelecimento de padrões rigorosos de reporte e inspeção para empresas de criptomoedas e órgãos de fiscalização. Essas medidas ajudarão adente frustrar prontamente atividades ilícitas e oferecerão proteção em tempo real às potenciais vítimas.

Exploração desenfreada, desde criptomoedas a esquemas Ponzi

O Pew Research Center relatou que mais de 43% dos investidores em criptomoedas tinham dúvidas sobre a segurança de seus investimentos no setor em 2023. Esse sentimento reflete o impacto geral dos crimes relacionados a criptomoedas, que afetam diversos grupos demográficos, incluindo pais, mães solteiras, estudantes universitáriosdentidosos.

O FBI destacou que os consumidores sofreram perdas superiores a 29 mil milhões de dólares entre 2021 e 2023, com muitos incidentesdentsendo denunciados devido ao estigma social e à falta de confiança nas medidas corretivas.

O uso de criptomoedas em atividades ilegais, como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e financiamento do terrorismo, tornou-se cada vez mais complexo. Os criminosos frequentemente se mantêm dois passos à frente das autoridades, utilizando tecnologias sofisticadas para encobrir seus trac.

Por exemplo, grupos de hackers norte-coreanos teriam roubado tokens no valor de US$ 3 bilhões desde 2017, sendo US$ 750 milhões roubados somente em 2023, o que representa cerca de 50% das receitas cambiais do país.

Além disso, novos esquemas Ponzi surgem todos os meses, visando indivíduos por meio de plataformas de mídia social como Twitter, Facebook e TikTok. Esses esquemas geralmente começam com interações inofensivas que migram para plataformas como o WhatsApp, onde o golpe se intensifica. As vítimas são induzidas a investir mais, e seus investimentos muitas vezes desaparecem em poucas semanas.

Novos desafios na regulamentação das criptomoedas

Os desafios únicos apresentados pelas criptomoedas exigem estruturas políticas inovadoras que vão além das medidas regulatórias tradicionais. A mera conformidade não basta. A integridade do mercado também deve ser preservada. É importante que as corretoras de criptomoedas e os provedores de carteiras digitais aprimorem a proteção dos investidores. Esse equilíbrio entre segurança e inovação é essencial para o futuro das tecnologias criptográficas.

Apesar desses desafios, os EUA têm capacidade para liderar eficazmente a regulamentação desse setor. As famílias americanas estão pressionando o Congresso para que implemente regulamentações rigorosas rapidamente, a fim de proteger seu futuro financeiro.

Enquanto isso, os senadores Elizabeth Warren e Bill Cassidy destacaram o uso de criptomoedas em atos altamente ilegais, enfatizando a necessidade de ferramentas e recursos adicionais para combater esses crimes de forma eficaz.

Em uma carta ao Departamento de Segurança Interna, assinada pelo Procurador-Geral dos EUA, Merrick Garland, a Senadora Warren, juntamente com o Senador Bill Cassidy, destacou a tendência alarmante de criptomoedas serem usadas como método de pagamento por materiais de abuso sexual infantil.

A carta dos senadores exige uma resposta detalhada das agências federais, especificando as ferramentas e os recursos adicionais de que precisam para lidar eficazmente com essa questão preocupante. Citando descobertas recentes da FinCEN e da Chainalysis, a carta enfatiza o agravamento do problema e pressiona por um esforço conjunto do Congresso e do governo para sanar essas lacunas na atual estrutura regulatória.

Embora a carta de Warren não seja o melhor exemplo a ser dado, é inegável que as criptomoedas tornaram os crimes fáceis demais. Talvez até fáceis demais.

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AvisoAs informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. Cryptopolitannão se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Jai Hamid

Jai Hamid

Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.

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