Legisladores colombianos propuseram uma nova lei para regulamentar o mercado de criptomoedas do país. Os autores do projeto, o senador Gustavo Moreno e o deputado federal Julian Lopez, acreditam que a lei protegerá os usuários de criptomoedas no país, estabelecendo um marco regulatório.
O jornal local El Colombiano foi o primeiro a noticiar o fato, observando que a proposta foi apresentada ao Congresso da República no ano passado, mas não obteve aprovação legislativa.
Os legisladores acreditam que a Colômbia está pronta para a regulamentação
No entanto, os patrocinadores do projeto de lei acreditam que o momento atual é oportuno para abordar os riscos do setor de criptomoedas. Segundo o senador Moreno, os provedores de serviços de ativos virtuais (VASPs) têm operado sem mecanismos de proteção ou controle do consumidor, pois não existe legislação que os estipule.
O deputado Lopez também observou que as regulamentações tornarão o mercado de criptomoedas colombiano mais competitivo e impulsionarão a adoção.
Ele disse:
“Este projeto busca estabelecer regras claras para gerar um ecossistema de investimento confiável e maistrac, com garantias para este setor emergente.”
Entretanto, os idealizadores do projeto de lei também argumentaram que a alta taxa de adoção de criptomoedas na Colômbia torna necessária uma lei que regule o setor. Segundo da Chainalysis , a Colômbia ocupa a quinta posição entre os países da América Latina em valor de criptomoedas recebidas entre junho de 2023 e junho de 2024.

Apesar da ausência de regulamentações claras, diversas instituições no país oferecem serviços relacionados a criptomoedas. O Bancolombia, o maior banco do país, lançou um produto de criptomoeda em 2024 e disponibilizou sua própria stablecoin, COPW, atrelada ao peso colombiano.
As partes interessadas concordam com a necessidade de regulamentação das criptomoedas, mas defendem um equilíbrio
Com o foco agora na regulamentação das criptomoedas no país, a lei proposta, que contém 16 artigos, inclui disposições que exigem que os provedores de serviços de ativos virtuais (VASPs) obtenham uma licença antes de operar no país. Essa disposição é comum e já foi adotada por diversos outros países que regulamentam criptomoedas.
No entanto, a lei também inclui disposições relativas à tributação e promoção de criptoativos. Algumas das normas da legislação abordam padrões de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
Enquanto isso, os participantes do mercado de criptomoedas no país apoiam a legislação, pois acreditam que ela é necessária para os ativos digitais. O analista financeiro Gregorio Gandini observou que a adoção pode ser arriscada se o setor não for regulamentado.
Ele disse:
“É crucial fazer isso para conectar os meios de pagamento a esse tipo de ativo, e além disso, os investimentos realizados nesse setor são relevantes devido ao seu nível de risco e volatilidade.”
No entanto, existem algumas preocupações sobre como as regulamentações podem afetar a taxa de adoção. Um investidor que conversou com o El Colombiano, Daniel Aguilar, observou que qualquer estrutura legal deve ser permissiva e permitir que o setor continue crescendo.
Essa costuma ser uma das principais preocupações enfrentadas pelos legisladores ao regulamentar tecnologias emergentes, incluindo criptomoedas, já que precisam equilibrar a proteção do consumidor com o espaço para inovação. Aguilar acrescentou ainda que deve haver clareza sobre qual instituição irá regular e supervisionar o setor.
Adent Financeira da Colômbia tem sido e espera-se que continue sendo a principal reguladora do setor de criptomoedas, embora o Banco da República também seja uma opção em potencial.

