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Circle, Klarna e StubHub supostamente suspenderam seus planos de IPO em reação às tarifas de Trump

PorHannah CollymoreHannah Collymore
Tempo de leitura: 3 minutos
Circle, Klarna e StubHub supostamente suspenderam seus planos de IPO em reação às tarifas de Trump
  • Klarna, StubHub e Circle adiaram seus IPOs devido à maior volatilidade do mercado causada pelas tarifas recentemente anunciadas por Trump.
  • Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq entraram em território de correção, com o Nasdaq entrando em um mercado de baixa após o anúncio das tarifas.
  • Apesar da recessão, empresas como CoreWeave e Newsmax lançaram IPOs, apresentando resultados mistos em meio à incerteza dos investidores.

A Klarna Group, provedora líder de soluções fintech, a plataforma de ingressos StubHub Holdings e a empresa de criptomoedas Circle estariam adiando seus planos de oferta pública inicial (IPO), após terem protocolado o pedido junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) em março. 

Segundo informações obtidas pelo The Wall Street Journal junto a pessoas próximas ao assunto, a Klarna e a StubHub estão suspendendo seus planos de IPO após terem protocolado pedidos separados na SEC em março. A decisão de adiar as ofertas públicas iniciais (IPOs) estaria relacionada ao anúncio feito na quarta-feira pelo presidentedent sobre tarifas a mais de 180 parceiros comerciais, o que agravaria ainda mais o já fraco desempenho do mercado de ações americano.

Klarna, StubHub e Circle reavaliam os prazos

A Klarna, mais conhecida por sua solução de pagamento "compre agora, pague depois", almejava uma avaliação de US$ 15 bilhões. Após uma grande rodada de financiamento em 2022, a empresa foi avaliada em US$ 6,7 bilhões.

Sua concorrente já listada nos EUA, a Affirm, teve uma queda de 46% na bolsa de valores este ano, segundo relatos. Isso também afetou sua avaliação de mercado, que atualmente está em US$ 12 bilhões, US$ 3 bilhões abaixo da meta da Klarna para seu IPO.

A Klarna e a StubHub planejavam abrir seu capital na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) sob os códigos KLAR e STUB.

No entanto, esta não é a primeira vez que a StubHub adia seu IPO, já que o pedido inicial foi feito em 2024. A empresa, porém, não prosseguiu com a operação por não ter certeza dos benefícios que um lançamento desse porte traria. A empresa, que conta com o apoio do JPMorgan e do Goldman Sachs, buscava uma avaliação de mercado de aproximadamente US$ 16,5 bilhões.

A Circle, conhecida por emitir USDC, a segunda maior stablecoin do mundo em capitalização de mercado, protocolou um pedido de IPO junto à SEC em 1º de abril, com planos de listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). A empresa tem o JPMorgan Chase e o Citigroup como coordenadores da oferta. A expectativa é que a empresa seja avaliada em US$ 5 bilhões.

Esta é a segunda vez que a Circle tenta abrir o capital, depois que seu acordo com uma empresa de aquisição de propósito específico (SPAC, na sigla em inglês) fracassou devido a entraves regulatórios em 2022.

Essa nova tentativa de lançamento é bastante ambiciosa, especialmente considerando a volatilidade atual do mercado. No entanto, parece que a Circle, que planeja negociar sob o código CRCL, pode estar considerando adiar esses planos por enquanto.

Tarifas abalam a confiança do mercado, enquanto ofertas públicas iniciais (IPOs) recentes enviam sinais contraditórios

Desde o anúncio do "Dia da Libertação" de Trump, o índice Dow Jones caiu 4,4%. O S&P 500 e o Nasdaq registraram quedas de 5% e 6%, respectivamente. Para melhor contextualizar, cada índice perdeu mais de 10% dos seus recordes recentes e entrou em zona de correção.

A Nasdaq já está vivenciando um mercado de baixa em grande escala, sendo negociada a menos de 20% dos valores históricos atingidos em dezembro de 2024.

Segundo analistas do JPMorgan, as chances de a economia global entrar em recessão como resultado dessas ações são de 60%.

Dado o estado sombrio do mercado, é compreensível que empresas como Klarna, StubHub, Circle e outras prescindam do IPO, especialmente em um mercado em baixa com muitas incertezas.

No entanto, outras empresas assumiram o risco de lançar seus produtos entre a semana passada e esta — a CoreWeave foi uma delas.

A empresa de inteligência artificial estreou na bolsa na semana passada, porém, suas ações têm apresentado relativa volatilidade. Embora as ações da CoreWeave tenham subido 23% desde o lançamento, sofreram uma queda de 12% na sexta-feira, após reações do mercado às tarifas.

A Newsmax também estreou na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) nesta segunda-feira e viu suas ações dispararem 700% no dia da estreia. Com um valor de mercado de US$ 30 bilhões, tornou-se mais valiosa que a Fox Corp. na terça-feira. Desde então, o valor tem apresentado uma queda constante, despencando de cerca de US$ 265 para pouco mais de US$ 48.

Diversos analistas de vários setores esperam que essas tarifas aumentem os preços de inúmeros produtos, incluindo artigos de luxo, carros importados, champanhe, chocolate e café, entre outros, à medida que as tensões comerciais com os parceiros do Sudeste Asiático e da Europa se intensificam.

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