ÚLTIMAS NOTÍCIAS
SELECIONADO PARA VOCÊ
SEMANALMENTE
MANTENHA-SE NO TOPO

As melhores informações sobre criptomoedas direto na sua caixa de entrada.

A China enfrenta dificuldades econômicas devido à queda recorde nos investimentos

PorNélio IreneNélio Irene
Tempo de leitura: 3 minutos
A China enfrenta dificuldades econômicas devido à queda recorde nos investimentos.
  • O investimento na China cai no ritmo mais acelerado já registrado.
  • A produção industrial e as vendas no varejo diminuem com o enfraquecimento da demanda.
  • Pequim apoia a economia com as políticas existentes, mas evita novos estímulos significativos.

A economia chinesa apresenta novos sinais de desaceleração, com o investimento em ativos fixos atingindo um nível recorde de baixa e as fábricas produzindo menos. A queda no investimento, que abrange projetos tanto privados quanto públicos, reflete o agravamento dos desafios estruturais da economia chinesa.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a desaceleração está afetando o investimento, os gastos, o comércio e a produção industrial, aumentando as preocupações sobre a capacidade do país de controlar sua economia.

Os investimentos na China caem para o nível mais baixo de sempre

Os investimentos imobiliários estão em rápido declínio devido à queda nas vendas, à menor disponibilidade de capital para empréstimos e ao aumento de projetos habitacionais inacabados. Ao mesmo tempo, as empresas estão preocupadas com a fraca demanda interna e externa, reduzindo seus investimentos em novos empreendimentos. Especialistas afirmam que essas fragilidades podem ter um impacto duradouro no país por muitos meses, caso o governo não tome medidas imediatas. 

As fábricas agora têm menos encomendas, portanto estão produzindo menos, já que a produção industrial cresceu apenas 4,9% em outubro, abaixo do crescimento de 6,5% em setembro. Alguns analistas sugerem que as fábricas trabalharam mais em setembro para concluir as encomendas antes do feriado prolongado, o que explica a desaceleração mais acentuada em outubro. No entanto, a queda ainda demonstra que o setor industrial está perdendo fôlego. 

A China precisa depender da demanda interna porque o país está vendendo menos produtos no exterior. A demanda global enfraqueceu, já que outros países enfrentam seus próprios problemas econômicos, e analistas dizem que a combinação da fragilidade interna e internacional torna mais difícil a recuperação das empresas. 

Os consumidores também estão gastando menos devido aos baixos salários em uma economia em recessão. A maioria das famílias está preocupada com a segurança no emprego, o crescimento da renda e o mercado imobiliário, por isso estão gastando menos, o que, por sua vez, reduz os investimentos em novos bens e serviços. As vendas no varejo aumentaram apenas 2,9% em outubro, marcando o quinto mês consecutivo de desaceleração do crescimento.

Economistas sugerem que o governo pode aumentar os subsídios para eletrodomésticos, carros elétricos e certos serviços. No entanto, a China precisa de mudanças a longo prazo para que as famílias se sintam mais seguras, portanto, os legisladores precisam melhorar o bem-estar social, a distribuição de renda e a segurança no emprego. 

A economia da China enfrenta pressão devido ao fraco consumo

Tanto os problemas internos quanto os globais estão afetando o crescimento da China, mas o governo está agindo com cautela, em vez de rapidez, para impulsionar a economia. As empresas estão incertas quanto ao futuro devido às mudanças e reformas econômicas; como resultado, muitas não estão investindo em novos projetos nem contratando mais funcionários. Os consumidores também estão poupando mais e gastando menos porque o crescimento do emprego é lento e a renda está aumentando devagar, o que, por sua vez, prejudica a economia. 

As tensões comerciais com os EUA também agravaram a situação. No entanto, o presidentedent e Xi chegaram a um acordo no final de outubro que poderá ajudar a reduzir as tarifas e aumentar as exportações no futuro. Mesmo assim, com esse novo acordo, a demanda de outros países permanece imprevisível.

Os parceiros comerciais da China na Europa também manifestaram preocupação com o volume de mercadorias chinesas que entram em seus países, o que pode gerar atritos futuros no comércio global. Isso também pode limitar a capacidade da China de vender para alguns países, já que estes também desejam reduzir sua dependência do país asiático. 

O Departamento Nacional de Estatísticas da China afirmou que as autoridades "apoiarão ativamente a implementação" das políticas atuais. Isso significa que o governo está cauteloso e quer evitar empréstimos excessivos. No entanto, apesar dessas promessas, Pequim já destinou, nas últimas semanas, cerca de 1 trilhão de yuans (US$ 141 bilhões) em projetos de estímulo para infraestrutura, governos locais e outras áreas essenciais para impulsionar a expansão econômica.

Não se limite a ler notícias sobre criptomoedas. Compreenda-as. Assine nossa newsletter. É grátis.

Compartilhe este artigo

Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Nélio Irene

Nélio Irene

Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.

MAIS… NOTÍCIAS
INTENSIVO AVANÇADAS
CURSO