A visão do CFPB, órgão de fiscalização financeira do consumidor dos EUA, para a supervisão de tecnologia e criptomoedas

- O Departamento de Proteção Financeira do Consumidor dos EUA (CFPB, na sigla em inglês) quer supervisionar os grandes provedores de pagamento não bancários para garantir que estejam seguindo as mesmas leis que as instituições financeiras tradicionais, incluindo os subsetores de transações com criptomoedas.
- A proposta deles afirma que “a capacidade do CFPB de monitorar riscos emergentes é fundamental, visto que as novas ofertas de produtos estão tornando menos nítidas as fronteiras tradicionais entre o setor bancário e o comércio”
- O documento afirma que o CFPB considera bitcoin e outras criptomoedas como ativos digitais, mas a regra proposta não se aplicaria a pessoas que compram, vendem ou convertem esses ativos.
- O CFPB (Escritório de Proteção Financeira do Consumidor) abriu um chamado para receber comentários sobre diversos aspectos da proposta, instruindo o público a enviar um e-mail para o órgão regulador ou visitar o site regulations.gov.
Uma proposta recente, atualmente em discussão, prevê a supervisão de provedores de pagamento não bancários pelo CFPB (Escritório de Proteção Financeira do Consumidor). Isso possibilitaria a fiscalização de diversas transações com criptomoedas, inclusive entre pessoas físicas. O CFPB está de olho nas moedas digitais, buscando alterar regras semelhantes às aplicadas às instituições financeiras tradicionais.
O universo das criptomoedas é um ambiente descentralizado, livre de tais restrições devido à sua natureza anônima. Isso favoreceu sua adoção por grandes investidores institucionais, bem como por investidores individuais, e, portanto, pode ter outras implicações para a comunidade de criptomoedas.
Proposta do CFPB sobre supervisão e regulamentação de pagamentos em criptomoedas
A proposta anunciada na terça-feira busca permitir que o Departamento de Proteção Financeira do Consumidor dos Estados Unidos (CFPB, na sigla em inglês) supervisione os principais provedores de pagamento não bancários e os proteja de reclamações com base nas regras estabelecidas pelas instituições financeiras tradicionais.
Isso também incluiria diversas plataformas de criptomoedas, visto que o monitoramento das transações seria empregado. A proposta de 7 de novembro permitiria que o CFPB supervisionasse as principais partes envolvidas em "aplicativos de pagamento digital de uso geral para o consumidor", caso seja adotada.
O documento detalha isso e inclui a transferência de fundos ou provedores de carteiras digitais e a avaliação utilizada por indivíduos, mas apenas para fins comerciais. O documento confirmou que as transações de moedas digitais seriam incluídas com base em como a autoridade reguladora defi"fundos".
A proposta afirmava: “A capacidade do CFPB de monitorar riscos emergentes é crucial, visto que as novas ofertas de produtos estão tornando tênues as linhas tradicionais entre o setor bancário e o comércio.” A proposta também afirmava:
A proposta de regulamentação estabeleceria a autoridade de supervisão do CFPB sobre determinadas entidades não bancárias abrangidas que participam de um mercado de "aplicativos de pagamento digital de uso geral para o consumidor".
Proposta do CFPB
Ao estabelecer a autoridade supervisora do CFPB sobre essas pessoas, a Proposta de Norma não imporia novos requisitos substantivos de proteção ao consumidor nem alteraria o escopo das demais atribuições do CFPB.”
Detalhes da proposta
O documento também lista diferentes componentes em sua defide aplicativos de pagamento de clientes. Isso inclui a localização do cliente (EUA) e a confirmação do processamento do pagamento. Afirma ainda que tais transações devem cobrir apenas fins domésticos, familiares ou pessoais. A proposta de terça-feira declarava:
O mercado proposto incluiria provedores de funcionalidades de transferência de fundos e carteiras digitais por meio de aplicativos para uso geral dos consumidores na realização de pagamentos a outras pessoas para fins pessoais, familiares ou domésticos. Exemplos incluem muitos produtos e serviços financeiros para o consumidor que são comumente descritos como "carteiras digitais", "aplicativos de pagamento", "aplicativos de transferência de fundos", "aplicativos de pagamento pessoa a pessoa", "aplicativos P2P" e similares.
Proposta do CFPB
Além disso, a regra se concentra em grandes empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros, mas a lista com os nomes dessas empresas não foi mencionada na proposta. Ademais, a proposta afirmava:
O CFPB está autorizado a supervisionar pessoas não bancárias cobertas sujeitas à seção 1024 do CFPA para fins de (1) avaliar a conformidade com a lei financeira federal do consumidor; (2) obter informações sobre as atividades e sistemas ou procedimentos de conformidade dessas pessoas; e (3) detectar e avaliar riscos para os consumidores e mercados financeiros de consumo.
Proposta de regulamentação
No entanto, empresas que permitem pagamentos digitais internacionais, como a Venom (subsidiária do PayPal) ou Cash App, pertencente à Block, podem ser exemplos de empresas que terão de seguir as regras do CFPB caso a proposta seja aprovada.
O documento também afirmou que as principais moedas digitais, como Bitcoin se qualificam como ativos que serão supervisionados pelo CFPB. Notavelmente, a regra proposta não abrangeria indivíduos que compram ou vendem moedas digitais ou as trocam por outras criptomoedas em corretoras.
Além disso, o CFPB está solicitando publicamente feedback sobre várias partes da proposta e gostaria de receber comentários sobre o assunto por e-mail ou por meio de seu site online.
Ainda deixa o banco ficar com a melhor parte? Assista ao nosso vídeo gratuito sobre como ser seu próprio banco.
Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrondentdentdentdentdentdentdentdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.
CURSO
- Quais criptomoedas podem te fazer ganhar dinheiro?
- Como aumentar a segurança da sua carteira digital (e quais realmente valem a pena usar)
- Estratégias de investimento pouco conhecidas que os profissionais utilizam
- Como começar a investir em criptomoedas (quais corretoras usar, as melhores criptomoedas para comprar etc.)















