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O Banco Central da Argentina transfere ouro para o exterior em meio a críticas e temores de confisco

PorNélio IreneNélio Irene
Tempo de leitura: 2 minutos
O Banco Central da Argentina transfere ouro para o exterior em meio a críticas e temores de confisco
  • O Banco Central da Argentina (BCRA) afirmou ter transferido seu ouro para o exterior como parte de suas operações de reequilíbrio.
  • A BCRA afirmou que o recente envio de ouro é semelhante aos realizados nos últimos dez anos.
  • O ministro da Economia, Luis Caputo, apoia a transferência da mina de ouro.

O Banco Central da Argentina confirmou a transferência de parte das reservas de ouro do país para o exterior, concluindo a “recalibração” de suas contas. No entanto, a transferência do ouro foi recebida com ceticismo, com parlamentares citando riscos de confisco.

Alguns parlamentares manifestaram insatisfação com a transferência do ouro, argumentando que os ativos do Banco Central poderiam ser facilmente confiscados em contas no exterior. 

Sergio Palazzo, secretário-geral da Associação Bancária, foi um dos que discordaram veementemente da alegada decisão do governo de transferir seu ouro para Londres. Ele afirmou que as reservas poderiam ser afetadas pelo embargo imposto pelos detentores de títulos da dívida argentina. Palazzo chegou a solicitar ao banco acesso a informações públicas referentes à transferência.

O banco central da Argentina transfere seu ouro para o exterior

O Banco Central da Argentina transferiu parte do ouro do país de seus cofres nacionais para contas no exterior, alegando a necessidade de reequilíbrio contábil. O banco afirmou que essas transferências de ouro não afetaram o volume acumulado de suas reservas, mantidas em US$ 4,981 bilhões, conforme relatado no balanço patrimonial de 23 de agosto de 2024.

No entanto, a autoridade monetária ainda não forneceu mais detalhes sobre a transferência. Em comunicado divulgado na segunda-feira, o banco abordou a acusação de possível confisco relacionado à ordem de embargo, afirmando:

O BCRA manifesta sua preocupação com a divulgação irresponsável de informações, para fins políticos, relacionadas a essas operações antes de sua conclusão, pois isso coloca em risco a segurança do patrimônio de todos os argentinos.

BCRA

Embora o banco não tenha confirmado se parte do seu ouro foi enviado para Londres, alguns especulam que o ouro possa ter sido transferido para Basileia, onde a maior parte do ouro sob a autoridade do banco está depositada há bastante tempo. 

Além disso, Basileia abriga o Banco de Compensações Internacionais (BIS), o que se traduz em uma certa forma de "imunidade" para os fundos argentinos possivelmente realocados, já que nenhum pedido de embargo poderia afetá-los.

Ministro da Economia argentino apoia realocação de ouro

Pessoas com conhecimento direto do assunto afirmaram que o ouro enviado para o exterior será certificado para uso financeiro, o que significa que o país poderá usar as reservas como garantia para empréstimos e financiamentos.

O ministro da Economia, Luis Caputo, comparou a posse de ouro no banco à posse de bens inutilizáveis, argumentando que a transferência das reservas para o exterior permitiria à Argentina lucrar significativamente com esses ativos e gerar retornos substanciais.

Santiago Bausili também observou que a transferência de ouro lembra todas as transferências realizadas na última década. Ele acrescentou que o banco manteve as mesmas provisões de gestão para suas reservas de ouro por mais de dez anos, oferecendo formatos físicos em barras e lingotes e formato eletrônico em contas no exterior.

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Nélio Irene

Nélio Irene

Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.

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