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O Brasil está considerando taxar criptomoedas em pagamentos internacionais.

PorFlorença MuchaiFlorença Muchai
Tempo de leitura: 3 minutos
  • O Ministério da Fazenda do Brasil está considerando estender o Imposto sobre Transações Financeiras (ITF) para transações com criptomoedas em pagamentos internacionais.
  • Atualmente, as transações com criptomoedas não estão sujeitas ao IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sob a "Lei de Ativos Virtuais", embora os investidores paguem imposto de renda sobre os lucros que excedam a isenção mensal.
  • A falta de regulamentação em torno das stablecoins levanta preocupações sobre lavagem de dinheiro.

Segundo uma reportagem exclusiva da Reuters publicada na terça-feira, o Ministério da Fazenda brasileiro está considerando aplicar o atual Imposto sobre Transações Financeiras (ITF) do país a determinadas transferências internacionais envolvendo stablecoins e criptomoedas.

De acordo com a lei nº 14.478 de 21 de dezembro de 2022, denominada "Lei dos Ativos Virtuais", as transações com criptomoedas não estão sujeitas ao IOF (Imposto sobre a Renda Operacional), embora os investidores devam pagar imposto de renda sobre os ganhos acima de um limite de isenção mensal.

Autoridades brasileiras afirmam que imposto sobre criptomoedas visa preencher lacunas regulatórias.

Fontes anônimas afirmaram que a proposta de alteração da legislação tributária poderia eliminar uma brecha regulatória, embora também apresente o potencial de aumentar a arrecadação pública. O Brasil tem sofrido pressão para cumprir metas fiscais, portanto, a tributação de transações com criptomoedas representa uma nova fonte de receita e uma perspectivatrac.

As stablecoins, ativos digitais atrelados a moedas tradicionais como o dólar americano, contribuíram significativamente para o desenvolvimento do setor de criptomoedas no Brasil. A Receita Federal afirma que, no primeiro semestre de 2025, as transações com criptomoedas na maior economia da América Latina atingiram 227 bilhões de reais (US$ 42,8 bilhões). Isso representa um aumento de 20% em relação ao primeiro semestre de 2024.

Desse total, dois terços envolviam USDT, a stablecoin lastreada em dólar emitida pela Tether, enquanto Bitcoin representou apenas 11% da atividade de negociação. O governo acredita que as stablecoins são usadas principalmente para pagamentos, e não para investimentos, o que provavelmente criará oportunidades para lavagem de dinheiro em meio à falta de regulamentação.

O novo quadro regulatório do banco central, que entrou em vigor em fevereiro, classifica a compra, venda ou troca de stablecoins como transações cambiais. Essa classificação também abrange pagamentos internacionais, liquidações de transações com cartão, transferências por meiostrone movimentações de ou para carteiras de autocustódia.

“As novas medidas impedem a arbitragem regulatória e garantem que as stablecoins estejam sujeitas à mesma supervisão que os canais de câmbio convencionais”, disse à Reuters.

Novas leis ampliam os requisitos de declaração de transações.

Recentemente, a Receita Federal ampliou as regras de declaração de transações com criptomoedas para incluir provedores de serviços estrangeiros que operam no Brasil. Um oficial da Polícia Federal mencionou que quanto mais visíveis forem esses fluxos, mais fácil será para o Brasil fiscalizar outros impostos relacionados à importação.

“Se você importar máquinas ou insumos, declarar 20% oficialmente e enviar os 80% restantes via USDT sem pagar impostos alfandegários, a IOF será o menor dos seus problemas”, disse a fonte. O governo pode estar perdendo mais de US$ 30 bilhões anualmente com importações liquidadas com criptomoedas para evitar impostos, segundo a polícia federal.

Cryptopolitan noticiou que o Brasil eliminou as isenções fiscais para ganhos com criptomoedas, introduzindo uma alíquota fixa de 17,5% sobre os lucros para pessoas físicas, conforme a medida provisória MP 1303. 

Anteriormente, os investidores podiam vender até R$ 35.000 (aproximadamente US$ 6.300) por mês sem incorrer em impostos. 

O novo sistema de imposto fixo significa que investidores menores podem enfrentar maiores obrigações tributárias, enquanto grandes detentores podem ter contas menores, de acordo com o portal de notícias local Portal do Bitcoin. O imposto se aplica a ativos mantidos no país ou no exterior, incluindo carteiras de autocustódia. Os detentores de criptomoedas podem compensar perdas, mas apenas dentro de um período de cinco trimestres consecutivos, com regras mais rígidas previstas para serem aplicadas em 2026.

O Brasil é o epicentro da atividade cripto na América Latina.

O Brasil é o principal mercado de criptomoedas da América Latina e ocupa a quinta posição mundial no Índice Global de Adoção de Criptomoedas da Chainalysis para 2025, subindo da décima posição em 2024.

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o país recebeu US$ 318,8 bilhões em criptomoedas, quase um terço de toda a atividade latino-americana durante esse período.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, disse à Reuters em fevereiro que cerca de 90% do fluxo de criptomoedas no país está ligado a stablecoins lastreadas em dólar.

Na semana passada, o banco central divulgou novas regras que exigem que empresas locais de ativos digitais, incluindo intermediários, custodiantes e corretoras, obtenham autorização do mesmo antes de operar. 

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Florença Muchai

Florença Muchai

Florence é uma escritora de finanças com 6 anos de experiência cobrindo criptomoedas, jogos, tecnologia e inteligência artificial. Ela estudou Ciência da Computação na Universidade de Ciência e Tecnologia de Meru e Gestão de Desastres e Diplomacia Internacional na MMUST. Florence trabalhou no VAP Group e como editora para diversos veículos de mídia especializados em criptomoedas.

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