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O BIS explora territórios desconhecidos com a incursão das grandes empresas de tecnologia no setor de finanças e serviços internacionais.

PorAhmad AsgharAhmad Asghar
Tempo de leitura: 2 minutos
O BIS explora territórios desconhecidos com a incursão das grandes empresas de tecnologia nas finanças e serviços internacionais.

O BIS explora territórios desconhecidos com a incursão das grandes empresas de tecnologia nas finanças e serviços internacionais.

Segundo informações recentes, o Banco de Compensações Internacionais (BIS) publicou seu relatório mais recente, referente ao ano de 2019. O relatório aborda os riscos e as oportunidades relacionados à entrada das grandes empresas de tecnologia no setor financeiro.

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) é uma instituição financeira internacional com sessenta bancos centrais como membros, cuja missão é servir os bancos centrais para alcançar a estabilidade financeira e promover a cooperação internacional. O relatório “Grandes Empresas de Tecnologia no Setor Financeiro: Oportunidades e Riscos” busca explorar os impactos da entrada de grandes empresas de tecnologia, como Amazon, Alibaba, Tencent, Google e Facebook, no setor de serviços financeiros.

O modelo de negócios dessas empresas baseia-se na viabilização da interação direta entre os usuários. Assim, essas empresas obtêm um vasto acervo de dados de usuários como subproduto, que é então utilizado para oferecer diversos serviços e, consequentemente, gerar mais atividade. Devido a esse ciclo de dados-rede-atividade, algumas dessas grandes empresas de tecnologia se aventuraram a fornecer serviços relacionados a finanças, como gestão financeira, pagamentos, empréstimos e seguros.

Até o momento, esses serviços financeiros representam apenas uma pequena parcela de seus negócios, mas considerando o alcance de clientes e o porte dessas empresas, muita coisa precisa mudar no setor financeiro. Essas plataformas consolidadas podem facilmente expandir para oferecer serviços financeiros básicos, pois já possuem a vantagem de alcançar locais onde a maior parte da população não tem conta bancária, explorando, assim, novos mercados por meio do grande volume de dados que já possuem.

Embora a entrada das grandes empresas de tecnologia no setor financeiro possa aumentar a eficiência na prestação de serviços financeiros, viabilizar ganhos nas atividades econômicas e promover a inclusão financeira, essa nova entrada também introduz um elemento de equilíbrio entre risco e benefício na indústria financeira. Portanto, as mesmas questões de proteção ao consumidor e estabilidade financeira permanecem, porém em um contexto moderno.

Além disso, alguns dos riscos e desafios são novos e ainda desconhecidos, provavelmente extrapolando o âmbito das regulamentações financeiras. Como essas grandes empresas de tecnologia têm a vantagem do controle do ciclo de atividades em rede de dados, a crescente concorrência entre elas pode potencialmente levar a problemas de privacidade de dados. No entanto, questões dessa natureza podem ser resolvidas por meio de políticas adequadas, com o objetivo de regulamentar a privacidade de dados e a privacidade da concorrência.

Por fim, o relatório afirmou que, com o mundo mudando em ritmo acelerado, todos os aspectos da vida humana estão se digitalizando, inclusive a economia. Há uma necessidade urgente de que os formuladores de políticas se mantenham atualizados sobre os desenvolvimentos e estejam abertos a novos aprendizados e à coordenação mútua. A entrada das grandes empresas de tecnologia no setor de serviços financeiros não deve ser vista apenas como um risco, mas como uma oportunidade que traria benefícios a todos, ao mesmo tempo que minimizaria os riscos.

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Ahmad Asghar

Ahmad Asghar

Jogador de primeira geração e entusiasta de tecnologia por natureza, está envolvido no setor tecnológico há quase uma década. Com essa experiência e conhecimento, agora aborda temas como blockchain, criptomoedas e fintech para que outros possam compreender melhor o setor.

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