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Binance e KuCoin retomam serviços de criptomoedas na Índia

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
Binance e KuCoin retomam serviços de criptomoedas na Índia
  • Binance e KuCoin se registraram na Unidade de Inteligência Financeira da Índia (FIU-IND) após terem sido banidas anteriormente.
  • A KuCoin retomou suas operações após pagar uma multa de US$ 41.000, sendo a primeira a fazê-lo entre as entidades de criptomoedas afetadas.
  • As penalidades impostas à Binanceainda estão pendentes, com uma multa prevista em torno de US$ 2 milhões, e suas operações serão retomadas assim que o caso for resolvido.

Binance e KuCoin, duas das principais empresas do mercado global de criptomoedas, registraram-se com sucesso na Unidade de Inteligência Financeira da Índia (FIU-IND), um importante passo para o setor de criptomoedas no país. Essa medida ocorre após um período de incertezas jurídicas e proibições operacionais que afetaram diversas corretoras offshore.

De volta à ativa

A KuCoin abriu caminho ao pagar uma multa de US$ 41.000, retomando assim suas operações na Índia. Essa ação torna a KuCoin a primeira empresa de criptomoedas a quitar suas penalidades e voltar a operar sob as novas diretrizes regulatórias. Por outro lado, Binance está atualmente em processo de conclusão de suas penalidades financeiras, que ainda não foram finalizadas. Espera-se uma multa de cerca de US$ 2 milhões, conforme as discussões continuam.

Vivek Aggarwal, chefe da FIU-IND, enfatizou a importância desses registros, afirmando que eles aumentam a credibilidade do mercado de criptomoedas no país. Ele mencionou: “Os registros servem para salvaguardar a economia indiana. Se uma empresa é protegida contra abusos para crimes financeiros, elamaticganha, senão legitimidade, pelo menos um pouco mais de credibilidade perante o sistema.”

Marcos regulatórios e conformidade

A jornada para esses registros foi desafiadora. Binance e KuCoin estavam entre as mais de nove entidades offshore que foram inicialmente banidas devido a alegações de operação ilegal. Esses banimentos incluíram plataformas conhecidas como Huobi, Kraken e Gate.io. O levantamento desses banimentos e as aprovações subsequentes sinalizam uma mudança em direção a uma operação mais regulamentada e reconhecida para entidades de criptomoedas na Índia.

A Unidade de Inteligência Financeira da Índia (FIU-IND) tem sido proativa no estabelecimento de uma estrutura para conformidade. Aggarwal anunciou a formação de um grupo de trabalho com o setor de criptomoedas para revisar e aprimorar as diretrizes sobre leis de lavagem de dinheiro para provedores de serviços de ativos digitais virtuais. Essa iniciativa visa integrar os negócios de criptomoedas de forma mais fluida ao sistema financeiro do país.

O impacto mais amplo no mercado de criptomoedas

A reentrada da Binance e da KuCoin no mercado indiano deverá influenciar significativamente a dinâmica das negociações. Anteriormente, a imposição de altos impostos sobre criptomoedas e uma queda generalizada do mercado haviam impulsionado os investidores indianos a migrarem para corretoras internacionais. Com os esclarecimentos regulatórios em vigor, existe potencial para que os volumes de negociação retornem às plataformas nacionais.

Além disso, o envolvimento ativo do governo indiano na definição de um padrão global para a política de criptomoedas durante sua presidência do G20 em 2023 destaca seu compromisso em desempenhar um papel importante na regulamentação internacional de criptomoedas. Apesar da ausência de uma legislação nacional definitiva sobre criptomoedas, os esforços para alcançar um consenso global têm sido evidentes.

O caminho para a clareza regulatória tem sido repleto de desafios. A Índia tem mantido uma postura cautelosa, porém em constante evolução, em relação às criptomoedas. O projeto de lei sobre criptomoedas do país está parado desde 2021, sem previsão de avanços significativos até pelo menos meados de 2025, segundo um parlamentar de alto escalão.

Além dos problemas regulatórios, as corretoras de criptomoedas enfrentam desafios operacionais. O Banco Central da Índia (RBI) historicamente se mostrou cético em relação às criptomoedas, o que levou a uma proibição bancária em 2018, posteriormente revogada pela Suprema Corte em 2020. Isso permitiu que as corretoras restabelecessem seus canais bancários e continuassem suas operações.

O processo de registro de corretoras de criptomoedas agora exige o cumprimento rigoroso das normas nacionais de combate à lavagem de dinheiro. As corretoras são obrigadas a nomear um diretor de compliance e manter registros detalhados das transações.

Analisando o impacto econômico, o mercado de criptomoedas na Índia apresentou um crescimento substancial, com sua avaliação prevista para disparar nos próximos anos. De acordo com um relatório da Associação Nacional de Empresas de Software e Serviços (NASSC), o mercado foi avaliado em US$ 73,8 milhões em 2021 e a projeção é de que chegue a US$ 123,2 milhões em 2025, atingindo US$ 241,1 milhões em 2030.

Notavelmente, corretoras globais como Binance e Kraken têm sido peças-chave para usuários de criptomoedas na Índia, apesar da ausência de outras como a Coinbase. A expectativa de crescimento futuro é ainda mais otimista, com projeções estimando que o mercado poderá atingir US$ 343,5 milhões em 2024 e US$ 467,2 milhões em 2028, impulsionado por uma impressionante taxa de crescimento anual composta de 54,11% entre 2024 e 2032.

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AvisoAs informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. Cryptopolitannão se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Jai Hamid

Jai Hamid

Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.

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