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A menor unidade monetária, o peso argentino, e o satoshi atingem a paridade

PorGurpreet ThindGurpreet Thind
Tempo de leitura: 2 minutos
A menor unidade monetária, o peso argentino, e o satoshi atingem a paridade

A menor unidade, o centavo do peso argentino, e o satoshi atingiram a paridade – ou seja, um satoshi agora equivale a um centavo argentino. A economia da Argentina está em frangalhos e sua moeda está em queda livre. No entanto, nenhum especialista em economia teria previsto que chegaria a níveis comparáveis ​​aos das criptomoedas.

Satoshi, ou Sats, é a menor unidade do Bitcoin e recebeu esse nome em homenagem ao seu criador, Satoshi Nakamoto. Cem milhões de satoshis equivalem a um Bitcoin. Por outro lado, um peso argentino é composto por 100 centavos de dólar, assim como qualquer outra moeda fiduciária. Agora, pela primeira vez, ambas as unidades se igualaram.

A paridade entre o peso argentino e o satoshi é um evento histórico

A Argentina é um país lindo – uma verdadeira joia sul-americana. Ao longo dos anos, a economia argentina sofreu um declínio significativo. Sua moeda agora reflete os danos e despencou para a mínima histórica. Com a paridade entre centavos de peso argentino e satoshis, investidores em criptomoedas vislumbram o lado positivo: a possibilidade de argentinos migrarem para Bitcoino.

Oficialmente, uma unidade Satoshi agora equivale a 1,2 centavos de dólar argentino. Além disso, Bitcoin Sats precisa se valorizar cem vezes para atingir a paridade com o peso argentino. Infelizmente, se a economia argentina piorar ainda mais, esse cenário poderá se tornar realidade em breve.

Nos mercados não oficiais, Bitcoin está sendo vendido por 1,2 milhão de pesos na Argentina. Até mesmo o banco central do país está vendendo Bitcoin a 700.000 pesos. Portanto, o impacto da paridade entre o peso argentino e o satoshi também é visível na prática.

Será que este evento de paridade é uma amostra do que está por vir?

A elevada taxa básica de juros, em torno de 40%, imposta pelo Banco Central, prejudica ainda mais a economia argentina. Isso torna o crédito uma experiência terrível para o cidadão comum. Como consequência, a impressão excessiva de dinheiro torna-se uma necessidade, o que alimenta ainda mais as altas taxas de inflação. O ciclo vicioso de juros e inflação significa que o governo está profundamente endividado.

O papel dos bancos comerciais no fomento da inflação não pode ser descartado. Eles compram títulos dos bancos centrais apenas para vendê-los no mercado aberto ou de volta ao banco central. Esse ciclo vicioso pressiona o governo central, e os bancos comerciais lucram enormemente com isso.

As taxas de juros exorbitantes cobradas pelo banco central obrigam muitos argentinos a buscar soluções monetárias alternativas. Não é de se admirar que as criptomoedas estejam ganhando terreno rapidamente por aqui. A falta de transparência no sistema bancário destrói ainda mais sua credibilidade aos olhos do cidadão comum.

O excesso de empréstimos por parte dos bancos pode, um dia, causar o colapso total do sistema. Embora lamentável, essa situação é algo que os investidores em criptomoedas estudaram bem. Assim, a paridade entre o peso argentino e o satoshi pode dar uma ideia do futuro das moedas fiduciárias.

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Gurpreet Thind

Gurpreet Thind

Gurpreet Thind está cursando mestrado em Engenharia Elétrica na Universidade de Ottawa. Seus interesses acadêmicos incluem TI, linguagens de programação e criptomoedas. Com especial interesse em arquiteturas baseadas em blockchain, ele busca explorar o impacto social das moedas digitais como o futuro das finanças. Ele é apaixonado por aprender novos idiomas, culturas e mídias sociais.

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