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Apple reduzirá drasticamente as vendas como consequência da guerra comercial entre EUA e China

PorRommel DumlaoRommel Dumlao
Tempo de leitura: 2 minutos
Maçã

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Os fornecedores da Apple na Ásia, gigante de Cupertino, vêm reduzindo suas previsões de vendas, numa antecipação de uma possível queda nas vendas do iPhone devido à guerra comercial entre EUA e China. A consequência dessa guerra é a perda de receita para empresas como a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC), que era a única fornecedora dos principais chips de processamento do iPhone.

Uma notícia da Nikkei Asia Review sugeriu que a TSMC revisou sua estimativa de receita e prevê uma queda de 22% em comparação com o trimestre anterior. A maior fabricante de chips sob encomenda do mundotracespera que sua receita suba ligeiramente, ultrapassando US$ 7 bilhões. Em comparação com o ano anterior, a TSMC estimou uma queda de 9% na receita.

O analista da Bernstein Research, Mark Li, atribuiu a queda nas vendas do iPhone à previsão de uma redução de cerca de 13% nas remessas do smartphone de ponta, tendência que começou no final do ano passado. Li afirmou: "Acreditamos que a atual desaceleração significativa da TSMC se deve principalmente às vendas fracas do iPhone. Prevemos que a TSMC crescerá apenas cerca de 0,5% em 2019, mas retomará o crescimento para cerca de 9% em 2020."

Além da guerra comercial entre os EUA e a China, os executivos da TSMC também atribuíram a queda na receita à diminuição da demanda por smartphones premium e à incerteza econômica global.

Mais um fornecedor da Apple que está se recuperando dos impactos da guerra comercial é a Nidec, única fornecedora do motor de vibração do iPhone. A empresa japonesa prevê uma queda de mais de 25% em seus lucros operacionais anuais. Esta é a primeira vez em seis anos de operação que a Nidec prevê uma queda no lucro operacional anual. Também é a primeira vez em nove anos que a empresa registra queda nas vendas.

Na segunda-feira, a CCN noticiou que a fabricante chinesa de smartphones Huawei está prestes a ultrapassar a Apple e se tornar a segunda maior fabricante de celulares, atrás apenas da Samsung. Os volumes de produção do iPhone vêm diminuindo, mas a Huawei espera que seus números aumentem para impressionantes 225 milhões de unidades de smartphones, em comparação com os 189 milhões da Apple.

O iPhone é o principal gerador de receita da Apple, e suas ações caíram desde o pico registrado em outubro do ano passado. Por conta disso, a Apple reduziu sua produção. 

Em comparação com outras grandes empresas de tecnologia, a Apple decepcionou, sendo a única do grupo FAANG que não apresentou crescimento nas vendas. Desde o início do ano, a Netflix registrou um aumento de 33%, a Amazon de 9%, o Google de 5% e o Facebook de 3%. Já a Apple não apresentou crescimento e suas ações estão sendo negociadas em torno de US$ 155, bem abaixo da máxima mensal de aproximadamente US$ 159.

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Rommel Dumlao

Rommel Dumlao

Rommel é escritor, editor e criador de conteúdo freelancer há dez anos. Ele já trabalhou em diversos formatos, incluindo artigos para revistas, blogs, mídias sociais e redação publicitária.

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