A Apple vai aumentar os preços do iPhone neste outono, e você não vai gostar. Todos os modelos da próxima linha do iPhone 17 custarão mais do que você está acostumado.
A empresa ainda não está divulgando isso, mas está acontecendo, e está acontecendo por causa das tarifas, não porque você esteja recebendo algo extraordinário em troca.
Os novos celulares terão um design mais fino e talvez alguns ajustes estéticos, mas o mais importante é manter os lucros em alta enquanto a guerra comercial entre os EUA e a China se arrasta.
Segundo reportagem do The Wall Street Journal, a Apple decidiu que a única maneira de lidar com o aumento dos custos decorrentes das políticas comerciais de Trump é fazer com que as pessoas paguem mais. Mas a fabricante do iPhone tem pavor de dizer isso em voz alta.
Depois que Trump impôs uma tarifa de 20% sobre produtos chineses devido a acusações relacionadas ao fentanil, os smartphones foram afetados. Embora a maioria das outras tarifas tenha sido suspensa esta semana, essa ainda está em vigor. E como a maioria dos iPhones é fabricada na China, o impacto é significativo.
A Apple adota uma postura defensiva enquanto aumenta os preços
Donald Trump deixou uma brecha. Ele isentou os smartphones de uma tarifa "recíproca" separada, que, segundo um novo acordo, cairá de 125% para 10%. Isso parece ótimo, mas não se aplica à tarifa relacionada ao fentanil. Essa ainda está em vigor e prejudicando as linhas de montagem da Apple na China.
Agora, a empresa está num impasse. Não pode arcar com o custo, mas também não pode admitir o verdadeiro motivo do aumento dos preços.
Em abril, um relatório afirmou que a Amazon poderia começar a informar aos clientes o quanto as tarifas estavam inflacionando os preços dos produtos. Isso não foi bem recebido. A Casa Branca os criticou imediatamente. A Amazon recuou rapidamente, dizendo que o plano “nunca foi aprovado e não vai acontecer”. Tim Cook e sua equipe viram isso e decidiram ficar calados.
Em vez disso, estão optando por uma estratégia já conhecida: fingir que os preços mais altos se devem apenas a melhores recursos. Mas a verdade é que nem mesmo Cook sabe quais serão esses recursos.
Há rumores de um modelo mais fino substituindo o atual iPhone 16 Plus, que custa US$ 899 nos EUA. O iPhone 16 básico sai por US$ 799, e o iPhone 16 Pro Max começa em US$ 1.199. Qualquer lançamento da Apple neste outono (do hemisfério norte) elevará esses preços.
A Índia intensifica a produção, mas a China ainda constrói os melhores
Para proteger a cadeia de suprimentos da Apple, Tim começou a transferir a fabricação de iPhones para o mercado americano para a Índia. Ele chegou a estocar produtos em março, tentando se antecipar ao impacto das tarifas. No início deste mês, Tim afirmou que a maioria dos iPhones enviados para os EUA entre abril e junho seria fabricada na Índia. Mas a quantidade ainda é limitada.
Os modelos de ponta — especialmente o Pro e o Pro Max — ainda vêm da China. As fábricas indianas ainda não estão preparadas para esse volume. Elas não têm a infraestrutura necessária para produzir em massa celulares com baterias maiores e sistemas de câmera avançados. Cook consegue importar algumas coisas, mas não tudo.
A Apple vendeu cerca de 65 milhões de iPhones nos EUA no ano passado. A Jefferies estima que entre 36 e 39 milhões desses eram modelos Pro ou Pro Max. É uma parcela significativa. E a equipe interna da Apple sabe que não consegue suprir essa demanda com a produção na Índia neste momento.
A empresa também não pode simplesmente pressionar os fornecedores para compensar os custos. Não há gordura extra para cortar. Isso significa uma coisa: ou as margens de lucro caem ou os preços aumentam. E nós já sabemos qual caminho a Apple escolheu.
Tim também está considerando um plano de longo prazo para trazer parte da produção do iPhone para os EUA, mas isso levará anos. Por enquanto, ele está acelerando o plano para a Índia. Os planejadores do setor esperam que a Índia e o Vietnã tenham tarifas mais baixas do que a China no futuro. É por isso que a Apple está investindo nesses dois países.
A Índia foi responsável por 13% a 14% das vendas globais de iPhones no ano passado. Este ano, espera-se que esse número dobre. Mas mesmo assim, não será suficiente. A Apple não consegue atender à demanda dos EUA e da Índia simultaneamente. Outros são bem menos otimistas.
Analistas da Jefferies afirmaram que seria uma tarefa árdua para a Apple atingir a marca de 40 milhões de unidades de iPhones de última geração na Índia em dois anos. Isso inclui as vendas necessárias em ambos os mercados. É possível, mas improvável nesse prazo.

