Os Estados Unidos enfrentam um desastre de dívida – até que ponto essa situação chegou?

- A dívida dos Estados Unidos atingiu US$ 36 trilhões, com uma relação dívida/PIB de 121%, a mais alta desde a Segunda Guerra Mundial.
- O governo gasta mais de US$ 1 bilhão por dia apenas com juros, e a previsão é de que os custos com o serviço da dívida ultrapassem US$ 1 trilhão este ano.
- O segundo mandato de Trump enfrenta desafios como o aumento da dívida, os planos de corte de impostos e as taxas de juros altíssimas, que tornam os empréstimos caros tanto para o governo quanto para os cidadãos.
A dívida nacional dos Estados Unidos é um monstro que continua crescendo. Com US$ 36 trilhões, é a maior da história, sem sinais de desaceleração.
Em 16 anos, a relação dívida/PIB dobrou, chegando agora a 121%. Compare isso com a Segunda Guerra Mundial, quando atingiu o pico de 119%. Naquela época, o país lutava contra a tirania global. E agora? A dívida está crescendo exponencialmente devido ao planejamento fiscal deficiente e aos gastos desenfreados.
Desde 2008, a dívida federal disparou em US$ 26,6 trilhões, quase triplicando, enquanto a economia cresceu apenas US$ 14,6 trilhões. Isso representa um déficit de US$ 12 trilhões. Economistas preveem que a situação ainda piorará.
O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) afirma que a relação dívida/PIB poderá atingir 131% até 2034, supondo que a economia evite uma recessão.
A dívida está consumindo o orçamento americano
O serviço da dívida está drenando os cofres dos Estados Unidos. Todos os dias, o governo gasta mais de US$ 1 bilhão apenas com o pagamento de juros. Este ano, a previsão é de que o custo ultrapasse US$ 1 trilhão, mais do que o país gasta com defesa.
Pense nisso. Os Estados Unidos estão gastando mais dinheiro com juros da dívida do que com a segurança de suas fronteiras ou com a modernização de suas forças armadas. A situação é ainda pior devido às altas taxas de juros.
Desde o início da pandemia, o Federal Reserve aumentou as taxas de juros, encarecendo o crédito. Isso está elevando os custos em todos os setores, desde hipotecas até alimentos.
Atualmente, a relação dívida/PIB está em 125%. Especialistas acreditam que ela poderá chegar a 200% em poucos anos. Isso significaria que a dívida seria o dobro do tamanho de toda a economia. Quando isso acontecer, o governo gastará mais com o pagamento de juros do que com coisas que as pessoas realmente precisam, como infraestrutura e educação.
Em média, cada americano deve US$ 108.000. Esse dinheiro está sendo drenado de investimentos que poderiam construir um futuro melhor. Em vez de financiar novas estradas, escolas ou tecnologia, o cash está indo para os credores.
O segundo mandato de Trump enfrenta uma tempestade
Odent Donald Trump inicia seu segundo mandato com uma bomba-relógio econômica. Sua administração está se esforçando para controlar os gastos. É nesse contexto que surge o Departamento de Eficiência Governamental, uma nova iniciativa liderada por Elon Musk e Vivek Ramaswamy.
Elon Musk afirma que é possível cortar bilhões do orçamento. Os cortes propostos incluem a redução do financiamento da radiodifusão pública e a retirada de verbas de grupos de defesa ligados ao direito ao aborto.
Mas eis a questão: Trump ainda quer mais cortes de impostos. Seu novo plano inclui reduzir o imposto corporativo para 15%. Os críticos já estão afiando as facas. Dizem que isso vai aumentar ainda mais o defi.
Jessica Fulton, do Centro Conjunto de Estudos Políticos e Econômicos, afirma que esses cortes favoreceriam os ricos e deixariam o país em uma situação financeira ainda pior. Até mesmo alguns parlamentares republicanos estão preocupados, considerando o plano imprudente, visto que o defijá triplicou.
As altas taxas de juros também estão criando obstáculos. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos, uma referência fundamental para empréstimos, saltou de 0,6% em 2020 para 4,4% recentemente. Isso significa que os custos de financiamento do governo estão altíssimos. O mesmo se aplica aos americanos comuns.
A administração, porém, não está sem ideias. Um plano controverso envolve a recusa em gastar dinheiro já aprovado pelo Congresso. Outra proposta visa cortes de verbas para projetos de energia e meio ambiente vinculados à Lei de Redução da Inflação. Ambas as ideias podem enfrentar contestações judiciais, mas em tempos desesperados, medidas desesperadas são necessárias.
A espiral da dívida ameaça o crescimento a longo prazo
A pandemia piorou tudo. A dívida dos Estados Unidos aumentou em US$ 16 trilhões durante a COVID-19, um crescimento sem precedentes. No último ano, a dívida cresceu US$ 6,3 bilhões por dia. Isso equivale a mais de US$ 262 milhões por hora. Pense nisso.
A dívida não é apenas um problema interno. Ela está afetando o papel dos Estados Unidos no cenário global. Os investidores estão começando a se preocupar com a estabilidade do dólar.
Se a confiança na economia americana enfraquecer, isso defiafetará os mercados globais, causando caos em todos os lugares. De ações a criptomoedas, tudo será abalado. E a própria economia global poderá entrar em colapso.
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Jai Hamid
Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.
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