A própria ideia da blockchain gira em torno da descentralização dos dados para garantir máxima transparência, privacidade e segurança. Não soa como tudo o que temos exigido de nossos políticos? Transparência nas operações governamentais para que possamos ver o progresso de nossos países. Segurança social, econômica e pessoal que permita aos cidadãos prosperar em um ambiente saudável. E, por último, mas não menos importante, privacidade na internet que não comprometa documentos e dados pessoais.
Na última década, vimos nações se unirem para exigir essas três coisas de seus governos, e até mesmo os Estados Unidos estão na lista, aliás, especialmente os Estados Unidos e o Reino Unido. O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, compareceu perante o Comitê do Senado dos EUA para tratar de questões de privacidade. O presidente Donald Trump enfrentou acusações de hackers russos que interferiram nos resultados das últimas eleições para favorecê-lo. A maré está forte e rápida, mas os ventos estão mudando agora.
Ontem, o candidatodentJohn McAfee anunciou que usará a tecnologia blockchain para impulsionar as pesquisas de intenção de voto durante sua campanhadent. Isso é um sinal positivo, especialmente quando já temos políticos que acreditam no desenvolvimento de criptomoedas, como os do Colorado e da Califórnia.
Mas McAfee também indicou que, dado seu sucesso na eleição presidencial dos EUA, ele pretende implementar um sistema transparente – baseado em blockchain – para garantir a transparência dos sistemas de votação. O projeto piloto já foi testado nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos por meio do Voatz, um aplicativo descentralizado baseado em blockchain.
Eleitores em todo o mundo, supostamente em cerca de trinta condados (30), já testaram o processo que exigia que eles se registrassem com umadentestadual e verificassem suadentpor meio de um vídeo.
A segurança do processo foi garantida pela tecnologia blockchain, razão pela qual os resultados podem ser considerados seguros e transparentes, sem qualquer suspeita de manipulação, visto que o número de votos e as opções de voto foram distribuídos em registros blockchain para posterior contagem. Os Estados Unidos estabeleceram umdent ao popularizar o sistema de votação por blockchain. Este não é um caso isolado; nos últimos anos, o Japão e a Suíça já demonstraram sua eficácia.
Especialistas acreditam que é apenas uma questão de tempo até que essa tendência chegue aos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos em todo o mundo, já que os três benefícios essenciais do blockchain, ou seja, transparência, privacidade e segurança, são o que todos no mundo exigem e aceitam com orgulho.
A votação baseada em blockchain está revolucionando o mundo