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A Worldcoin de Sam Altman prometia uma identidade global, então por que os países estão rejeitando a ideia?

PorNélio IreneNélio Irene
Tempo de leitura: 3 minutos
  • Sam Altman fundou a Worldcoin em 2023 para fornecer às pessoas uma identidade digital através da leitura dos seus olhos e oferecendo-lhes criptomoedas gratuitas.
  • Muitas pessoas e governos estavam preocupados com a privacidade, a segurança dos dados e a forma como a empresa utilizava as digitalizações da íris das pessoas.
  • A Worldcoin tentou resolver os problemas sendo mais transparente e permitindo que os usuários controlassem seus dados, mas muitos especialistas ainda não confiam totalmente nela.

O cofundador da OpenAI, Sam Altman, lançou a Worldcoin em 2023 para dar às pessoas umadentdigital que lhes permita verificar-se de forma segura e anônima online.

A ideia por trás do projeto exigia que as pessoas escaneassem suas íris e, em troca de seus dados pessoais, a empresa as recompensaria com uma pequena quantidade de criptomoeda, o que, acreditava-se, incentivaria mais pessoas a se inscreverem. 

Altman expressou sua intenção com a Worldcoin como uma “prova de personalidade jurídica”, pois a IA poderia imitar o comportamento humano e falar como humanos, tornando mais difícil distinguir quem ou o que é real online. Ele também queria diminuir a desigualdade entre ricos e pobres, dando a todos acesso igualitário a serviços digitais sem burocracia ou senhas. 

No início, a Worldcoin era pura propaganda, com publicações nas redes sociais mostrando pessoas em longas filas para escanear suas íris, principalmente em países da África, Ásia e América Latina. A maioria dos voluntários estava feliz em participar do movimento tecnológico global, enquanto outros estavam interessados ​​na criptomoeda gratuita que a empresa oferecia a todos que escaneassem suas íris.

No entanto, a visão de Altman de um mundo conectado e igualitário começou a ruir à medida que pessoas e governos expressaram preocupações sobre a privacidade, a segurança dos dados, a imparcialidade e o consentimento envolvidos no projeto. 

Grupos de defesa da privacidade criticam a Worldcoin por riscos e exploração biométrica

Especialistas em tecnologia e grupos de defesa da privacidade alertaram que os dados biométricos obtidos por meio dessas leituras da íris são extremamente sensíveis, pois as informações se conectam diretamente à sua identidade como pessoa. E como você não pode trocar seus olhos como troca sua senha, um hacker poderia facilmente te perseguir ou roubar seus dados. 

AtronFrontier Foundation (EFF) também criticou o projeto, afirmando que a empresa se apressou em coletar informações de países do terceiro mundo porque as pessoas não tinham conhecimento de como a Worldcoin usaria, protegeria ou excluiria seus dados. 

Além disso, algumas pessoas expressaram preocupação com o consentimento, pois a Worldcoin às vezes visava indivíduos com acesso limitado à internet ou baixa escolaridade, já que estes têm menos probabilidade de compreender os riscos e tomar uma decisão mais informada. Alguns usuários chegaram a afirmar que se cadastraram na Worldcoin apenas para obter a criptomoeda gratuita, sem saber como a empresa utilizaria seus dados.

A Worldcoin também foi alvo de críticas em relação à transparência, pois não explicou claramente como os dados dos usuários eram armazenados, quem tinha acesso a eles e o que aconteceria se a empresa mudasse de proprietário ou encerrasse suas atividades.

Embora a Worldcoin afirmasse anonimizar os dados, especialistas apontaram que ainda seria possível trac-los até o indivíduo com as ferramentas certas. Uma vez que uma digitalização é inserida no banco de dados da empresa, ela pode permanecer ládefi.

Devido a crescentes preocupações, diversos governos iniciaram investigações sobre as práticas da Worldcoin. Países como Espanha, Portugal e Quênia estão na vanguarda das exigências para que a Worldcoin cesse suas operações em seus territórios. Essas ações comprovam que muitos governos ao redor do mundo estão agindo com muita pressa, infringindo diversas leis que visam proteger os interesses dos usuários.

Worldcoin tenta reconquistar a confiança após proibições

Devido à pressão do governo, a Worldcoin tentou rapidamente salvar sua imagem e responder às crescentes críticas, compartilhando o código por trás de seu dispositivo de escaneamento Orb para ajudar as pessoas a entenderem como ele funcionava e provar que não estava coletando secretamente mais dados do que alegava. 

Além disso, a empresa introduziu a "Custódia Pessoal" para permitir que os usuários controlem seus dados, armazenando-os por conta própria ou excluindo-os do banco de dados. Ademais, a Worldcoin contratou especialistasdent para realizar auditorias de terceiros a fim de garantir que a tecnologia e as políticas da empresa estivessem em conformidade com as regulamentações, conforme alegado pela Worldcoin. 

Apesar desses esforços, especialistas jurídicos e de tecnologia ainda têm opiniões divergentes, pois alguns dizem que foi o primeiro passo para corrigir a situação, enquanto outros afirmam que esses esforços não foram suficientes e que a empresa ainda tem grandes problemas a resolver.

Portanto, mesmo após todas as mudanças implementadas pela Worldcoin, a discrepância entre o que a empresa alega e o que os reguladores acreditam permanece grande, pois estes afirmam que a empresa ainda precisa explicar, corrigir e comprovar mais antes de impor as proibições de atualização. 

O Ministério das Comunicações e Digital da Indonésia (Komdigi) planeja convocar os desenvolvedores do Worldcoin e do WorldID na próxima semana. Essa ação ocorre após a suspensão temporária das plataformas que coletam dados da íris dos usuários por supostas violações regulatórias.

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Nélio Irene

Nélio Irene

Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.

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