A situação está longe de estar resolvida, visto que a BlackRock Advisors, LLC se encontra na mira da SEC por supostamente ter ocultado investimentos substanciais.
Os investimentos em questão têm fortes ligações com o setor de entretenimento. Vamos analisar o momento e os motivos por trás dessa nova ação da SEC contra um gigante financeiro.
O cerne da questão: descrições enganosas
Entre 2015 e 2019, o Multi-Sector Income Trust (BIT) da BlackRock investiu fortemente no mundo da publicidade em cinemas, realizando investimentos substanciais por meio de uma linha de crédito no Aviron Group, LLC.
Para quem não sabe, a Aviron, com seu portfólio de nicho, se especializa em criar projetos de materiais impressos e publicidade para um número seleto de filmes anualmente.
Eis a reviravolta: relatórios públicos vinculados à BIT, aos quais os investidores tinham acesso livre, apresentavam a Aviron de forma enganosa. Em vez de destacar a função principal da empresa, a BlackRock convenientemente rotulou a Aviron como uma entidade de "Serviços Financeiros Diversificados".
Essa mudança aparentemente inofensiva irritou a SEC, que acredita na importância fundamental de divulgações precisas. Tais deturpações, sejamdent ou intencionais, causam impacto no mundo dos investimentos – afinal, um único termo enganoso pode distorcer toda a percepção de um portfólio.
Encarando as consequências: acordos e penalidades
Qual foi a resposta da BlackRock a essas alegações? Um aporte de US$ 2,5 milhões, numa tentativa de deixar esse fiasco para trás.
Essa multa substancial é a forma que encontraram para resolver essas acusações sem admitir culpa ou negar as conclusões da SEC. No entanto, além das penalidades monetárias, eles também receberam uma ordem de cessação e desistência e uma censura.
Andrew Dean, que ocupa o cargo de Co-Chefe da Unidade de Gestão de Ativos da Divisão de Fiscalização, enfatizou a importância de divulgações precisas.
Na visão dele, tanto investidores individuais quanto institucionais dependem muito dessas divulgações ao considerarem investimentos em fundos fechados ou fundos mútuos. O deslize da Aviron, mencionado no livro de Dean, ilustra a negligência da BlackRock em cumprir suas responsabilidades de consultoria.
Curiosamente, enquanto todo esse drama se desenrola, a BlackRock, que normalmente não se furta a dar o que falar, mantém um silênciomatic sobre o assunto.
Padrão da BlackRock ou um erro isolado?
Embora as recentes negociações da BlackRock tenham, sem dúvida, atraído atenção, é crucial dar um passo atrás e avaliar a situação numa perspectiva mais ampla.
Muitos consideram a associação do gigante financeiro com a Aviron umdent isolado em um tracimpecável. Poderia ser apenas um deslize não intencional em sua vasta e intrincada rede de investimentos?
Lembre-se de que esta não é a primeira vez que a BlackRock estampa as manchetes. A remoção do seu fundo iShares Bitcoin Trust, juntamente com rumores de anomalias no site da DTCC, levanta suspeitas.
Esses casos podem não estar diretamente relacionados, mas indicam os desafios colossais que até mesmo gigantes como a BlackRock enfrentam no cenário financeiro em constante evolução.
Mas não vamos nos precipitar. Os investimentos na Aviron começaram em 2015, e é inevitável questionar por que a SEC demorou tanto para apontar o suposto deslize da BlackRock.
Será que esse escrutínio repentino é uma tentativa da SEC de demonstrar seu poder regulatório ou uma tentativa de equilibrar a concorrência, colocando os líderes do setor sob a lupa?
Independentemente do motivo, uma coisa é certa: a SEC continuará perseguindo a BlackRock, porque, sejamos francos, Gary Gensler odeia o setor de criptomoedas.
BlackRock se aproxima do lançamento de ETF Bitcoin com a inclusão do código na lista da DTCC
