Empresas de Wall Street estão adotando a tokenização de ativos (RWA): Relatório da Bloomberg

- Um relatório recente da Bloomberg explicou por que as empresas de Wall Street estão se abrindo para a tokenização de ativos.
- O relatório revelou que as empresas estão considerando a tokenização porque ela pode facilitar a troca de ativos do mundo real.
- A Bloomberg listou a BlackRock como uma das empresas de Wall Street que estão na vanguarda da tokenização de ativos do mundo real.
Uma reportagem da Bloomberg de 16 de outubro discutiu o crescente interesse das empresas de Wall Street na tokenização. A reportagem também descreveu os motivos por trás desse aumento e as oportunidades que Wall Street encontra na tokenização de ativos do mundo real (RWA).
Segundo o relatório, as empresas também estão adotando a tecnologia blockchain, que é a infraestrutura subjacente à tokenização. O relatório explica que a tecnologia ajuda os ativos ponderados pelo risco (RWA) a serem mais líquidos, mais baratos e mais rápidos de negociar. Menciona ainda que as empresas estão usando a tecnologia blockchain para gerar receita, inclusive por meio de taxas de transação dos clientes.
A tokenização de ativos de risco (RWA, na sigla em inglês) consiste em transformar ativos como ações, títulos, imóveis, obras de arte e outros em tokens digitais. Qualquer pessoa com uma carteira de criptomoedas pode movimentar os tokens instantaneamente. A tokenização também garante que a propriedade dos tokens possa ser dividida entre diferentes partes. Um bom exemplo é a tokenização das obras de arte de Andy Warhol, algumas das quais custam milhões de dólares.
Anteriormente, Wall Street se opunha aos ativos digitais e à tecnologia blockchain, considerando-os uma moda passageira alimentada por cypherpunks. Agora, porém, as empresas de Wall Street investiram em criptomoedas, chegando a oferecer diferentes produtos criptográficos aos seus investidores.
O setor de tokenização de ativos de risco (RWA) poderá atingir US$ 2 trilhões até 2030
O relatório citou uma pesquisa da McKinsey que prevê que o setor de tokenização poderá atingir US$ 2 trilhões até 2030. A pesquisa da McKinsey excluiu stablecoins e outras criptomoedas como o Bitcoin. O aumento do uso de títulos, fundos mútuos, empréstimos, notas negociadas em bolsa e securitizações impulsionará o crescimento.
Outro relatório de pesquisa especulou que o tamanho da indústria de tokenização poderia atingir US$ 16 trilhões até 2030. A pesquisa explicou que um ponto de crescimento para a tokenização de ativos ponderados pelo risco (RWA) é trabalhar com ativos já existentes.
A IA também é uma das tecnologias que podem impulsionar o crescimento da tokenização. A pesquisa destacou a recente parceria entre a SingularityDAO e a Cogito Finance para integrar RWA em seus futuros DynaVaults v2, baseados em IA.
O futuro também dependerá do cenário regulatório, que ainda é incerto nos EUA. No entanto, outros países, como Singapura, estão tomando medidas para começar a esclarecer a regulamentação em torno da tokenização de ativos do risco e iniciando projetos-piloto de tokenização.
BlackRock assume a liderança na tokenização de RWA
Acabamos de ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em tesouros tokenizados na blockchain.
Os títulos tokenizados da BlackRock foram lançados na semana passada.
Prevejo US$ 10 bilhões em títulos do tesouro tokenizados até o final do ano.
Cada ativo é um token.
Todo banco é uma cadeia. pic.twitter.com/CjfvudSD2q
— RYAN SΞAN ADAMS – rsa.eth 🦄 (@RyanSAdams) 28 de março de 2024
Segundo o relatório, a BlackRock está entre as principais empresas de Wall Street que já estão investindo em tokenização de ativos ponderados pelo risco (RWA). No início deste ano, a maior gestora de ativos do mundo anunciou seu plano de tokenizar cerca de US$ 10 trilhões em ativos sob sua gestão.
A BlackRock protocolou um pedido junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para oferecer o BlackRock USD Institutional Digital Liquidity Fund Ltd., um fundo de private equity, aos seus investidores.
Em dezembro de 2022, Larry Fink, CEO da BlackRock, afirmou que a tokenização será o futuro dos mercados. Fink mencionou que a tokenização oferecerá um meio de liquidação mais instantâneo e menos custoso. O projeto de tokenização de US$ 10 trilhões, apresentado no início do ano, coincide com a visão de Fink para o futuro dos títulos.
O plano da gestora de ativos envolve, em primeiro lugar, o desenvolvimento da infraestrutura adequada para lidar com a emissão e a negociação dos ativos tokenizados. A BlackRock também espera formar parcerias para impulsionar o fundo de private equity. A realização de programas piloto e a capacitação de seus investidores ajudarão a testar os ativos tokenizados.
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Collins J. Okoth
Collins Okoth é jornalista e analista de mercado com 8 anos de experiência na cobertura de criptomoedas e tecnologia. Ele é Analista Financeiro Certificado (CFA) e possui formação emmaticAtuarial. Collins já trabalhou como redator e editor na Geek Computer e na CoinRabbit.
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