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Parlamentares do Reino Unido desconhecem que a tecnologia de reconhecimento facial invade a privacidade.

PorBrian KoomeBrian Koome
Tempo de leitura: 3 minutos
Reino Unido

Reino Unido

  • Os parlamentares do Reino Unido desconhecem o uso generalizado da tecnologia de reconhecimento facial (TRF).
  • A implantação de câmeras de reconhecimento facial ameaça a privacidade e os direitos humanos em espaços públicos.
  • O Reino Unido está atrasado em relação aos esforços internacionais para regulamentar ou proibir a terapia de radiologia intersticial.

Uma pesquisa recente realizada pela Privacy International (PI) por meio da YouGov revelou que um número significativo de do Reino Unido desconhece a ampla utilização da tecnologia de reconhecimento facial (TRF) no país. A pesquisa, que contou com uma amostra aleatória de 114 parlamentares de diversos partidos políticos, evidencia a alarmante lacuna de conhecimento entre os legisladores a respeito da proliferação dessa tecnologia invasiva e suas implicações para os direitos humanos e a privacidade.

Aumento do uso da FRT no Reino Unido

A tecnologia de reconhecimento facial (TRF) tem crescido no Reino Unido, tanto no setor público quanto no privado. O governo expressou sua intenção de expandir o uso da TRF, considerando-a uma ferramenta essencial para a aplicação da lei e para o Ministério do Interior. Essa expansão gerou preocupações, pois o uso indiscriminado da TRF ameaça a privacidade individual e os direitos fundamentais, principalmente durante protestos e manifestações públicas.

Como funciona o FRT

O reconhecimento facial (FRT) envolve a captura de imagens digitais das características faciais de indivíduos usando câmeras, geralmente câmeras de CFTV, e o processamento dessas imagens paradentou categorizar pessoas. Eletracdados biométricos faciais, cria uma assinatura digital e verifica bancos de dados ou listas de vigilância em busca de correspondências. O FRT pode operar em tempo real (FRT ao vivo) ou processar imagens faciais retrospectivamente em comparação com um banco de dados (FRT retrospectivo).

As forças policiais do Reino Unido, incluindo a Polícia Metropolitana (The Met) e a Polícia do Sul do País de Gales, têm utilizado o reconhecimento facial em espaços públicos desde 2016. O uso do reconhecimento facial pela Met em eventos de grande escala e as acusações de discriminação suscitaram preocupações sobre o seu impacto nas comunidades minoritárias. O uso de buscas faciais retrospectivas pela polícia do Reino Unido também registrou um aumento significativo nos últimos anos.

FRT no setor privado

Diversas empresas do Reino Unido, como o Frasers Group, a Co-op e até mesmo escolas, já adotaram o reconhecimento facial em suas instalações. Preocupações com a privacidade, a precisão e a discriminação levaram a pedidos para que o uso da tecnologia em ambientes privados seja interrompido. A Facewatch, uma importante empresa de segurança para o varejo com reconhecimento facial, desempenhou um papel significativo no fornecimento de soluções de reconhecimento facial para varejistas.

Falta de consciência dos parlamentares

70% dos parlamentares desconhecem se a tecnologia de reconhecimento facial (FRT) foi utilizada em suas circunscrições: A maioria dos parlamentares expressou desconhecimento sobre a presença da FRT em suas circunscrições, evidenciando uma lacuna significativa de conhecimento.

Um quarto dos parlamentares acredita erroneamente que existe uma lei no Reino Unido que regulamenta a Terapia de Reposição de Financiamento (TRF): Apesar de não haver legislação específica que regule a TRF no Reino Unido, um quarto dos parlamentares acreditava erroneamente que tal lei existia, enquanto cerca de um terço não tinha certeza.

Mais de um terço dos parlamentares reconhece a ameaça que a FRT representa para os direitos humanos: embora alguns parlamentares tenham expressado preocupações bem fundamentadas sobre o potencial de uso indevido e discriminação da FRT, quase metade acreditava que ela não representava uma ameaça aos direitos humanos ou estava incerta. Essa falta de conhecimento é preocupante, considerando as preocupações documentadas em relação aos direitos humanos associadas à FRT.

A ameaça da FRT aos direitos humanos

O uso de câmeras de alta resolução em espaços públicos no Reino Unido interfere diretamente nos direitos individuais protegidos pela Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH). O Artigo 8, que garante o direito à vida privada e familiar, exige que qualquer interferência seja lícita, necessária e proporcional. No entanto, a implantação de câmeras de alta resolução em espaços públicos sem as devidas salvaguardas não atende a esses requisitos.

Além disso, o uso generalizado da tecnologia de reconhecimento facial infringe outros direitos, incluindo a liberdade de associação, expressão e reunião, conforme os Artigos 9, 10 e 11 da CEDH. Ações judiciais, como o caso de Ed Bridges contra a Polícia do Sul do País de Gales, evidenciaram violações dos direitos à privacidade, das leis de proteção de dados e das leis de igualdade no uso da tecnologia de reconhecimento facial.

O Reino Unido ficando para trás

Embora diversos países e regiões tenham tomado medidas para regulamentar ou proibir o uso de FRT (Reconhecimento Facial em Tempo Real), o Reino Unido parece estar caminhando na direção oposta. A Comissão Europeia propôs um marco regulatório para Inteligência Artificial, que inclui limitações significativas ao FRT. Diversas cidades americanas proibiram o FRT, e estados como Virgínia e Vermont proibiram seu uso por forças policiais e empresas privadas.

Em contrapartida, a falta de legislação específica no Reino Unido que regulamente a radiologia de campo em espaços públicos e o desconhecimento entre os parlamentares indicam uma lacuna preocupante entre as regulamentações nacionais e os desenvolvimentos internacionais.

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Brian Koome

Brian Koome

Brian Koome tem mais de sete anos de experiência em reportagens sobre blockchain e criptomoedas, atuando no setor desde 2017. Ele contribuiu para publicações de destaque, incluindo o BlockToday.com. Além disso, desenvolveu o curso Ethereum 101 para o BitDegree.org antes de se juntar ao Cryptopolitan como redator em tempo integral. Brian escreve guias permanentes (EGs), análises aprofundadas, entrevistas e análises de preços. Seu foco em DeFi, inovação em blockchain e projetos cripto emergentes encanta os leitores.

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