Na quarta-feira, no Vale do Silício, a TSMC apresentou um novo método de design de chips baseado em IA, com o objetivo de reduzir o consumo de energia desses chips em até dez vezes. A empresa, que fabrica chips para a Nvidia e outras gigantes da tecnologia, afirma que essa mudança é necessária, pois os sistemas atuais consomem muita eletricidade.
Em plena carga, os servidores de IA da Nvidia podem consumir até 1.200 watts, o equivalente ao consumo de energia de 1.000 residências americanas sem interrupção. Esse nível de consumo de energia é insustentável, e a TSMC estaria tentando solucionar o problema com um design mais inteligente.
A abordagem gira em torno da construção de chips com componentes menores chamados chiplets, cada um feito com uma tecnologia diferente, todos encapsulados em um único chip. Mas não se trata apenas de juntar peças. Esses novos encapsulamentos estão sendo projetados por softwares de IA de empresas como a Cadence Design Systems e a Synopsys, e não apenas por engenheiros.
Cadence e Synopsys superam os engenheiros em velocidade e precisão
Jim Chang, vice-diretor do Grupo de Metodologia 3DIC da TSMC, apresentou os resultados. Usando os softwares da Cadence e da Synopsys, projetos de chips que antes levavam dois dias de trabalho humano foram finalizados por IA em cinco minutos. "Isso ajuda a maximizar a capacidade da tecnologia da TSMC, e consideramos isso muito útil", disse Jim durante sua apresentação. A empresa vê esse aumento de velocidade como fundamental para levar chips mais eficientes ao mercado mais rapidamente.
Mas nem todos os problemas podem ser resolvidos com um código mais inteligente. Kaushik Veeraraghavan, engenheiro da divisão de infraestrutura da Meta, afirmou em sua apresentação que o modelo atual de fabricação de chips está atingindo limites físicos. A transferência de dados para dentro e para fora dos chips com fios tradicionais está tornando o processo mais lento.
A mudança para conexões ópticas poderia resolver isso, mas, no momento, elas ainda são muito instáveis para grandes centros de dados. "Na verdade, este não é um problema de engenharia", disse. "É um problema físico fundamental."
No mesmo evento, a Qualcomm lançou uma nova linha de chips, incluindo um voltado especificamente para computadores corporativos. O carro-chefe, Snapdragon X2 Elite, deve chegar ao mercado no próximo ano com um novo recurso de segurança chamado Guardian.
A Qualcomm impulsiona a Guardian para competir no mercado de PCs empresariais
Kedar Kondap, vice-dent sênior de jogos e computação da Qualcomm, explicou como o Guardian funciona. O recurso permite que as equipes de TI se conectem remotamente a um laptop, mesmo que esteja desligado, para enviar atualizações ou fornecer suporte. Esse tipo de acesso remoto já existia, mas a Qualcomm planeja integrá-lo aos seus chips de modem 5G.
Isso significa que as empresas podem localizar e gerenciar laptops, desde que tenham sinal de celular. "Ninguém mais oferece algo assim", disse Ben Bajarin, CEO da Creative Strategies. "Eu consigo ver isso como algotracpara uma parcela da força de trabalho e que certamentetrono interesse na Qualcomm para frotas corporativas."
A Qualcomm vem tentando conquistar uma fatia do mercado de PCs há dois anos, competindo com a Apple e a Intel ao oferecer chips de baixo consumo de energia para laptops com Windows. A Intel ainda detém a maior parte do mercado de PCs corporativos e já possuía recursos remotos semelhantes, mas a integração sem fio da Qualcomm pode lhe dar uma vantagem competitiva junto às empresas que precisam gerenciar dispositivos em trânsito.

