Após anos de expectativa, teasers e especulações dos fãs, a Tesla finalmente lançou hoje, terça-feira, seu tão aguardado Modelo Y de US$ 39.990.
A versão mais acessível do SUV mais vendido da empresa apareceu discretamente no site da montadora esta manhã, entregando o que os observadores da Tesla esperavam há meses: um Model Y sem luxos, projetado para recuperar a demanda em queda em um mercado de veículos elétricos brutal que está ficando cada vez mais competitivo.
O Model Y básico dispensa itens sofisticados como teto solar panorâmico, faróis auxiliares e bancos premium, mas ainda oferece uma autonomia de 517 km com uma carga completa. Isso representa apenas 58 km a menos que a versão Long Range.
O preço é cerca de US$ 5.000 menor que o do Model Y básico anterior, oferecendo aos compradores uma maneira mais acessível de entrar no ecossistema da Tesla, justamente quando o crédito fiscal federal de US$ 7.500 desaparece, graças ao novo projeto de lei de gastos dodent Donald Trump. O novo Model 3 padrão também teve sua cotação reduzida, agora listado por US$ 37.000.
O anúncio, como Cryptopolitan A notícia surge após dias de expectativa. No fim de semana, a empresa de Elon Musk divulgou um misterioso vídeo promocional nas redes sociais mostrando uma peça giratória com o logotipo da marca.
Ninguém sabia se era um ventilador, uma turbina ou um novo design de roda, mas o vídeo terminou com os números "10/7". No domingo, a Tesla divulgou outro vídeo mostrando os faróis brilhando no escuro. As ações subiram 5% na segunda-feira, com o aumento da expectativa, já que muitos investidores esperavam grandes novidades sobre o Roadster ou o Cybercab. Mas, após a revelação de hoje, as ações da Tesla caíram 3%, fechando a terça-feira com queda de 4,45%.
A Tesla reduz os preços em meio à dificuldade em manter a atenção do público
A empresa de Elon Musk vem perdendo fôlego durante todo o ano. Nenhum novo modelo para o mercado de massa foi lançado desde o Cybertruck no final de 2023, e esse veículo nunca chegou a decolar.
Desde a infame apresentação de 2019, em que Elon Musk quebrou o vidro da picape durante uma demonstração ao vivo, até oito recalls voluntários, o lançamento da Cybertruck tem sido conturbado. Não alcançou o mesmo sucesso do Model 3 ou do Model Y, ambos já em fase final de desenvolvimento.
No início deste ano, a Tesla tinha como meta um Model Y básico por US$ 30.000, mas esses planos mudaram após as tarifas de Trump e a remoção dos incentivos federais para veículos elétricos. Com os compradores americanos agora enfrentando os preços cheios, a redução de preço de hoje parece uma tática de sobrevivência. A concorrência de fabricantes chineses como a BYD e marcas tradicionais como a Volkswagen está crescendo, e a Tesla não pode mais depender apenas da propaganda.
Os novos carros não são a única novidade. A Tesla também lançou hoje uma versão revisada do seu sistema de Condução Autônoma Total (Supervisionada). Apesar da promessa de Elon Musk, feita há uma década, de transformar todos os Teslas em robôs-táxi por meio de uma atualização de software, os veículos ainda dependem de motoristas de segurança humanos, diferentemente de concorrentes como Waymo ou Apollo Go.
Promessas antigas se acumulam à medida que a pressão sobre Musk aumenta
O Roadster de próxima geração ainda não foi lançado. Elon Musk o anunciou em 2017, disse que ele poderia voar em 2021 e afirmou no ano passado que estava sendo redesenhado em parceria com a SpaceX. Ele ainda não entrou em produção.
O Cybercab, um veículo de dois lugares sem volante ou pedais, foi apresentado em um evento exclusivo para convidados chamado "We, Robot" em outubro passado. Musk afirmou que custaria US$ 30.000, mas a produção ainda não começou.
No que diz respeito à robótica, Elon Musk afirmou que seus robôs humanoides Optimus seriam capazes de cuidar de crianças ou trabalhar em fábricas. Mas eles não estão à venda, enquanto concorrentes como a Unitree e a Agility Robotics já estão comercializando robôs bípedes.
Mesmo com tudo isso, as ações da empresa tiveram uma trajetória turbulenta. Depois de perderem 36% no primeiro trimestre, as ações da Tesla subiram 40% no terceiro trimestre. Até agora, neste ano, elas acumulam alta de 12%, em grande parte graças à compra de US$ 1 bilhão em ações pelo próprio Elon Musk em meados de setembro.
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