Nova tecnologia utiliza monitoramento na cabine para detectar demência precoce em motoristas

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- Pesquisadores da FAU (Universidade Americana de Flórida) são pioneiros em uma nova abordagem para detectar demência precoce em motoristas, utilizando monitoramento na cabine e tecnologia de IA (Inteligência Artificial).
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- O estudo utiliza um delineamento longitudinal para analisar o comportamento ao volante ao longo de três anos, com o objetivo dedentindicadores sutis de declínio cognitivo.
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- A tecnologia avançada de sensores permite o monitoramento discreto, oferecendo uma solução potencial para a detecção precoce de demência em motoristas idosos.
Pesquisadores da Florida Atlantic University (FAU) estão conduzindo um estudo inovador que utiliza sistemas de monitoramento de cabine de código aberto e sensores de IA em veículos para avaliar o risco de demência em motoristas. Essa abordagem inovadora visa fornecer alertas precoces de alterações cognitivas, um passo crucial para aumentar a segurança viária.
A necessidade dessa tecnologia é reforçada por estatísticas preocupantes: estima-se que entre 4 e 8 milhões de idosos com comprometimento cognitivo leve estejam dirigindo atualmente nos Estados Unidos, e um terço deles desenvolverá demência em cinco anos. Indivíduos com demência progressiva acabam se tornando incapazes de dirigir com segurança, e muitos permanecem alheios ao seu declínio cognitivo.
O estudo examinamaticcomo o sistema de monitoramento na cabine pode detectar comportamentos anômalos de direção indicativos de comprometimento cognitivo. Poucos estudos relataram o uso de sensores contínuos e discretos e dispositivos de monitoramento relacionados para detectar variações sutis no desempenho de atividades cotidianas altamente complexas ao longo do tempo.
“As neuropatologias da doença de Alzheimer foram encontradas nos cérebros de motoristas idosos mortos emdentde trânsito que nem sequer sabiam que tinham a doença e não apresentavam sinais aparentes dela”, disse a Profª. Ruth Tappen, investigadora principal. “O objetivo do nosso estudo surgiu da importância dedenta disfunção cognitiva o mais cedo e eficientemente possível. Sistemas de sensores instalados nos veículos de motoristas idosos podem detectar essas alterações e gerar alertas precoces de possíveis mudanças na cognição.”
Estudo longitudinal
O estudo emprega um delineamento longitudinal naturalístico para obter informações contínuas sobre o comportamento ao volante, que são comparadas com os resultados de extensos testes cognitivos realizados trimestralmente durante três anos. Uma câmera voltada para o motorista, uma câmera frontal e uma unidadematicsão instaladas no veículo, e os dados são coletados trimestralmente, quando os testes cognitivos são aplicados.
Os pesquisadores estão avaliando comportamentos anormais ao volante, como se perder, ignorar sinais e placas de trânsito, quase colisões,trace sonolência, tempo de reação e padrões de frenagem. Eles também estão analisando padrões de deslocamento, incluindo o número de viagens, quilômetros percorridos, quilômetros em rodovias, direção noturna e diurna e direção em condições climáticas adversas.
Abordagem de hardware e software de código aberto
A rede de sensores veiculares desenvolvida por pesquisadores da FAU (Universidade Atlântica da Flórida) na Faculdade de Engenharia e Ciência da Computação utiliza componentes de hardware e software de código aberto para reduzir o tempo, os riscos e os custos associados ao desenvolvimento de unidades de sensoriamento em veículos. Os sistemas de sensores na cabine são projetados para serem simples e compactos, minimizando a complexidade da fiação, o tamanho e a quantidade de sensores, garantindo assim uma instalação discreta.
Cada sistema de sensores veiculares é composto por duas unidades de sensoriamento distribuídas: uma para dadosmatice outra para dados de vídeo. A unidade de medição inercial processa os dados para determinar frenagens bruscas, acelerações, curvas e informações de GPS. A unidade de vídeo possui funções de IA integradas que analisam o vídeo em tempo real, incluindo índices relacionados ao motorista, como detecção de rosto, detecção de olhos, bocejo,trac, tabagismo e uso de celular, bem como índices comportamentais, como o reconhecimento de placas de trânsito
Detecção de objetos, cruzamento de faixas, quase colisão e detecção de pedestres.
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