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Ações, petróleo, ouro, Bitcoin, dólar e euro continuam a sofrer quedas e recuperações em uma demonstração histórica de volatilidade.

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
  • Os ataques aéreos dos EUA contra o Irã fizeram com que os preços do petróleo subissem mais de 5% antes de recuarem.

  • As bolsas globais, da Ásia à Europa, registraram fortes perdas, com os futuros dos EUA também em queda.
  • Bitcoin caiu abaixo de US$ 99 mil, recuperou-se e depois caiu novamente após o colapso constante dos fluxos de entrada de ETFs.

Os mercados entraram em colapso na noite de domingo, depois que os Estados Unidos bombardearam o Irã em um ataque militar direto e o Irã retaliou fechando o Estreito de Ormuz, a rota de petróleo mais importante do planeta.

Isso desencadeou vendas violentas em todos os principais mercados, de ações a Bitcoin, de petróleo ao dólar e ao euro. O sistema financeiro mundial está reagindo como se tivesse levado um soco no estômago. É algo sem precedentes.

O petróleo foi o primeiro a disparar. Na primeira sessão de negociação após a abertura do mercado futuro, o petróleo bruto dos EUA subiu US$ 1,76, ou 2,38%, para US$ 75,60 por barril. O petróleo Brent subiu US$ 1,80, ou 2,34%, chegando a US$ 78,81. O Brent chegou a atingir brevemente os US$ 81, um pico de 5,7%, antes de recuar.

No momento da publicação desta notícia, os ganhos de preço haviam desaparecido. O petróleo caiu 0,5%, o que não fazia sentido para ninguém que acompanhava o mercado. Os investidores agora estão de olho em Teerã, aguardando os próximos passos. Hossein Amir-Abdollahian, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou no domingo que o Irã reserva “todas as opções” para defender sua soberania. A S&P Global Platts observou que a alta dos preços pode ser totalmente revertida caso o Irã opte por não reagir.

Bitcoin despenca, recupera e depois cai novamente com o colapso dos fluxos de ETFs

O mercado de criptomoedas não perdeu um segundo. Bitcoin caiu para US$ 98.000 no domingo, seu menor valor em mais de um mês. Menos de uma hora depois, voltou a subir acima de US$ 102.000, antes de cair novamente. No momento da redação deste texto, estava cotado a US$ 100.879. O mercado foi um desastre. Mais de US$ 1 bilhão em posições em criptomoedas foram liquidadas em apenas 24 horas, e mais de 95% eram posições compradas.

Ações, petróleo, ouro, Bitcoin, dólar e euro continuam a sofrer quedas e recuperações em uma demonstração histórica de volatilidade.
Fonte: TradingView

A situação piorou quando os fluxos de entrada em ETFs Bitcoin à vista secaram. Entre segunda e quarta-feira, foram investidos US$ 1,04 bilhão, segundo dados da CoinGlass. Mas, na quinta-feira, esse número se estabilizou. Na sexta-feira, entraram apenas US$ 6,4 milhões. Isso aconteceu no mesmo dia em que odent Donald Trump deixou a reunião do G7 mais cedo e anunciou uma revisão de duas semanas das opções dos EUA em relação ao Irã.

A ideia de que Bitcoin funcionaria como um porto seguro desmoronou. Em vez disso, ele começou a ser negociado como uma ação de tecnologia de alto risco. A Kaiko, provedora de dados sobre criptomoedas, afirmou que a correlação do Bitcoincom o Nasdaq aumentou rapidamente nas últimas semanas.

Os índices de ações se sobrepõem aos futuros da Ásia, Europa e EUA

Os contratos futuros atrelados às ações americanas também começaram a cair. O índice Dow Jones Industrial Average recuou 109 pontos, ou 0,3%. Os futuros do S&P 500 perderam 0,3%, enquanto os futuros do Nasdaq 100 caíram 0,4%.

Os mercados asiáticos também abriram em forte queda. No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,56% e o Topix caiu 0,49%. As empresas mais afetadas foram todas do setor de tecnologia: a Screen Holdings despencou 4,78%, a Lasertec Corp caiu 4,31% e a Disco Corp recuou 3,38%. Grandes nomes como Advantest e Softbank também não escaparam, registrando quedas de 1,66% e 0,76%, respectivamente.

Na Coreia do Sul, a situação foi semelhante. O índice Kospi caiu 1,05%. O Kosdaq, que inclui empresas de menor capitalização, sofreu um impacto ainda maior, com queda de 1,78%. As principais montadoras do país foram as mais afetadas. As ações da Hyundai Motor despencaram 4,05% e as da Kia Corp, 4,15%.

O índice australiano S&P/ASX 200 também sofreu uma queda acentuada, de 0,76%. Em Hong Kong, os futuros do índice Hang Seng apontavam para mais perdas. Estavam cotados a 23.396, bem abaixo do último fechamento do índice, de 23.530,48, sugerindo maior tendência de baixa.

As montadoras japonesas também não tiveram sorte. Até o momento da publicação desta notícia, as ações da Nissan Motor caíram 2,22% e as da Mazda Motor, 2,17%. A Mitsubishi Motors perdeu 1,87%, a Honda Motor recuou 1,55% e a Toyota, 1,36%.

Na Europa, os mercados não apresentaram um cenário muito melhor. O IBEX 35 subiu 0,77%, fechando em 13.850,3 pontos, e o DAX da Alemanha saltou 1,27%, para 23.350,55 pontos. Já o FTSE de Londres caiu 0,2%, para 8.774,65 pontos, e o CAC 40 da França ficou praticamente estável em 7.589,66 pontos. O STOXX600, um índice europeu mais amplo, mal se moveu, subindo apenas 0,13%, para 536,53 pontos. E o euro estava cotado a US$ 1,15 em relação ao dólar, depois de ter chegado a US$ 1,8 apenas uma hora antes.

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Jai Hamid

Jai Hamid

Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.

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