As plataformas de redes sociais mostram-se relutantes em combater a desinformação antes das eleições nos EUA

- A desinformação se espalha à medida que as ferramentas de IA ganham destaque.
- As pressões estão remodelando a moderação de conteúdo nas plataformas tecnológicas.
- Os deepfakes representam ameaças crescentes à integridade da informação online.
À medida que os Estados Unidos se preparam para as próximas eleições, crescem as preocupações com a proliferação de desinformação nas plataformas de redes sociais. Essas preocupações são alimentadas pelo fato de que as principais plataformas, incluindo o Twitter de Elon Musk (agora chamado X), a Meta Platforms Inc. (antiga Facebook) e o YouTube do Google, estão cada vez mais relutantes em combater conteúdo falso. Essa mudança de abordagem coincide com a ascensão de ferramentas de inteligência artificial que facilitam a disseminação de desinformação, representando um desafio significativo para a integridade das eleições.
Transformação das redes sociais e mudanças no monitoramento de conteúdo
Uma das transformações mais notáveis no cenário das mídias sociais é a mudança de nome do Twitter para "X", promovida por Elon Musk, numa transição para uma plataforma com menos restrições. No entanto, o X não está sozinho nessa mudança de abordagem em relação ao monitoramento de conteúdo. A Meta Platforms Inc., proprietária do Facebook,
O Instagram e o Threads têm minimizado a presença de notícias e conteúdo político em suas plataformas. Da mesma forma, o YouTube, do Google, optou por não remover informações falsas relacionadas às eleições de 2020, alegando preocupações com a restrição da liberdade de expressão política.
Essa mudança ocorre em um momento crítico, quando as ferramentas de inteligência artificial permitem a rápida disseminação de informações falsas e as divisões sociais corroem a confiança. O Fórum Econômico Mundialdenta desinformação como a ameaça mais significativa a curto prazo em seu Relatório de Riscos Globais.
Uma ameaça à democracia americana
Mark Jablonowski, diretor de tecnologia da DSPolitical, empresa de tecnologia publicitária voltada para o Partido Democrata, alerta que, embora as plataformas estejam exigindo mais transparência nos anúncios, a disseminação descontrolada de desinformação orgânica representa uma ameaça fundamental à democracia americana.
À medida que as empresas reavaliam suas práticas de moderação, Jablonowski expressa preocupação com o fato de que conteúdo viral falso, se não tratado, possa moldar a percepção dos eleitores e influenciar os resultados das eleições de 2024.
Riscos além dos EUA.
As implicações dessas mudanças nas plataformas vão além dos Estados Unidos. Em 2024, haverá eleições em aproximadamente 60 outros países, tornando este um ano arriscado para experimentar novas dinâmicas de moderação de conteúdo.
A campanha eleitoral nos EUA já está em andamento, com o ex-dent Donald Trump ganhando terreno no caucus de Iowa, o que pode abrir caminho para uma revanche com odent Joe Biden. Dada a natureza polarizadora de ambos os candidatos, existe um risco elevado de violência no mundo real, como demonstrado pelo ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Apesar das diretrizes políticas contra conteúdo que incite violência ou engane os eleitores, plataformas como X, Meta e YouTube precisam lidar com o desafio de manter a integridade das eleições e, ao mesmo tempo, evitar a censura.
Pressões financeiras e políticas
Diversos fatores contribuem para a mudança de postura das plataformas em relação à moderação de conteúdo. Motivações financeiras, como a busca por eficiência, levaram empresas de tecnologia a reduzir o número de funcionários não técnicos. Por exemplo, Mark Zuckerberg, da Meta, descreveu os extensos cortes de empregos na empresa como benéficos para o setor.
Pressões políticas também desempenharam um papel importante, com conservadores americanos argumentando que empresas de tecnologia não deveriam ter autoridade para defia verdade em questões políticas e sociais sensíveis. A supressão de uma reportagem sobre o filho de Biden antes da eleição de 2020, posteriormente considerada infundada, gerou controvérsia e levantou questionamentos sobre as vantagens e desvantagens envolvidas na remoção agressiva de conteúdo.
A aplicação de políticas contra a desinformação tem se mostrado um desafio, especialmente durante eventos de rápida evolução como a pandemia de COVID-19. Tentar remover conteúdo na velocidade dos acontecimentos pode resultar em limitações e dificuldades para estabelecer a verdade.
Uma consequência desses desafios é a mudança das plataformas de mídia social para assuntos menos controversos. O lançamento do Threads pela Meta, posicionado como concorrente do Twitter, concentra-se em conteúdo de estilo de vida e entretenimento para evitar o escrutínio e a negatividade associados a notícias factuais e política.
Deep fakes gerados por IA: uma preocupação crescente
Para lidar com a crescente preocupação com deepfakes gerados por IA, a Meta planeja implementar protocolos semelhantes aos usados em eleições anteriores, incluindo a proibição de novos anúncios políticos uma semana antes da eleição. As plataformas estão cada vez mais preocupadas com deepfakes, que envolvem o uso de IA para criar imagens, áudios ou vídeos falsos. Embora seu impacto na desinformação ainda não seja substancial, eles têm o potencial de gerar dúvidas, principalmente em situações urgentes como o dia da eleição.
A campanha de Biden já tomou medidas para combater a desinformação online, incluindo o uso de deepfakes, por meio de ações judiciais. Elas estão focadas em lidar com possíveis violações de direitos autorais e leis contra a falsificação de identidade.
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