O excesso de carbono na atmosfera está desencadeando diversas mudançasmatic e representa uma ameaça real à nossa existência, assim como à dos animais e plantas. Ondas de calor extremas, tempestades, longos períodos de seca e inundações catastróficas são algumas das consequências. Portanto, precisamos de algo que possa ajudar a reduzir o carbono na atmosfera, e nada é melhor do que as plantas — sim, as plantas verdes que também são bonitas, proporcionam um ambiente sereno e energia positiva.
As plantas absorvem dióxido de carbono da atmosfera porque têm a capacidade natural de fazê-lo. Cientistas do Instituto Salk estão utilizando essa mesma qualidade das plantas para purificar o ar do dióxido de carbono, remodelando suas raízes para que possam armazenar mais carbono. Sua nova e sofisticada ferramenta, o SLEAP, é um software de inteligência artificial que tracdiferentes características do crescimento das raízes.

Desenvolvendo novas fábricas para combater as mudanças climáticas
O programa do Instituto Salk, chamado Iniciativa de Aproveitamento de Plantas (HPI, na sigla em inglês), concentra-se no desenvolvimento de soluções para utilizar plantas no armazenamento de carbono, visto que elas já armazenam carbono em sua biomassa. No entanto, esse armazenamento geralmente é temporário, pois quando as plantas morrem ou as colheitas são feitas, o carbono armazenado retorna à atmosfera. O Instituto Salk está tentando aumentar a capacidade de armazenamento de carbono e por períodos mais longos.
Os cientistas do HPI estão usando o SLEAP para projetar essas plantas que ajudam a mudar o clima. É bastante fácil de usar e foi desenvolvido inicialmente para tracmovimentos de animais em laboratório, sendo agora adaptado para estudar estruturas radiculares.
Em um estudo recente, pesquisadores revelaram o novo protocolo SLEAP, que analisará características das raízes, como a profundidade de crescimento, a largura, o tamanho que atingem ao longo do tempo e outros atributos físicos, cuja medição era bastante cansativa e demorada antes do SLEAP.
O SLEAP representa um grande avanço na pesquisa vegetal
O projeto SLEAP já está auxiliando cientistas, pois gerou um extenso catálogo de sistemas radiculares de plantas. Adentdesses sistemas radiculares ajudará os cientistas a encontrar genes associados às características que procuram. Também ajudará a defise múltiplas características de uma planta são defipelos mesmos genes ou não.
Os pesquisadores do Instituto Salk poderão determinar quais genes são úteis para o desenvolvimento de novas plantas. Elizabeth Berrigan, cientista que participou do desenvolvimento do SLEAP, afirma:
“Criamos um protocolo robusto, validado em diversos tipos de plantas, que reduz o tempo de análise e o erro humano, ao mesmo tempo que enfatiza a acessibilidade e a facilidade de uso — e não exigiu nenhuma alteração no próprio software SLEAP.”
Fonte: Instituto Salk.
Os pesquisadores do Instituto Salk testaram o modelo em diferentes tipos de plantas, como arroz, canola e soja. Eles também o testaram na planta daninha Arabidopsis thaliana, da família da mostarda, e descobriram, após os testes, que o SLEAP é 10 vezes mais rápido no treinamento de modelos de IA do que as práticas anteriores e 10 vezes mais rápido na previsão da estrutura da planta em novos dados.
Os pesquisadores agora estão se concentrando em um novo desafio: examinar estruturas radiculares em 3D com a tecnologia SLEAP. A pesquisa com SLEAP continuará, pois já está acelerando o processo de pesquisa no Instituto Salk.

