Mastercard supera expectativas de lucro no segundo trimestre, impulsionada pela forte resistência dos consumidores americanos à inflação

- A Mastercard reportou um lucro líquido de US$ 3,7 bilhões e uma receita de US$ 8,1 bilhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de 17% em relação ao ano anterior.
- Os gastos aumentaram em todos os segmentos, com um aumento de 9% no volume bruto em dólares e de 15% no volume de transações internacionais.
- A empresa recomprou US$ 3,3 bilhões em ações no segundo trimestre e em julho, restando ainda US$ 9,3 bilhões disponíveis.
As ações da Mastercard subiram 3% após a empresa divulgar seus resultados do segundo trimestre na quarta-feira, mostrando que os consumidores americanos continuam gastando de forma constante, apesar das pressões inflacionárias.
De acordo com o relatório, o lucro líquido do segundo trimestre de 2025 atingiu US$ 3,7 bilhões, enquanto o lucro por ação chegou a US$ 4,07.
Os números ajustados foram ligeiramente superiores, com o lucro líquido ajustado atingindo US$ 3,8 bilhões e o lucro por ação ajustado chegando a US$ 4,15. A receita líquida total aumentou 17% em relação ao ano anterior, para US$ 8,1 bilhões, ou 16% excluindo as variações cambiais.
Michael Miebach, CEO da Mastercard, afirmou que os avanços recentes da empresa incluem “a extensão de nossa parceria exclusiva com a American Airlines”, acrescentando que eles continuam a “impulsionar novas inovações, como o Mastercard Collection e o Mastercard Agent Pay”. Essas declarações foram feitas em Purchase, Nova York, onde fica a sede da gigante de pagamentos.
Mastercard aumenta os gastos e registra aumento na atividade do cartão
O lucro operacional do trimestre foi de US$ 4,8 bilhões, um aumento em relação aos US$ 4,0 bilhões do ano passado, enquanto a margem operacional subiu para 58,7%. As despesas operacionais aumentaram para US$ 3,4 bilhões, um aumento de 15%, impulsionado principalmente por maiores custos administrativos e aquisições recentes. As despesas operacionais ajustadas ficaram em US$ 3,3 bilhões e a margem operacional ajustada em 59,9%.
O volume bruto total em dólares atingiu US$ 2,6 trilhões, um aumento de 9% em relação ao ano anterior, em moeda local. O volume de transações internacionais cresceu 15%, e o número de transações processadas aumentou 10%. Esses ganhos contribuíram para um aumento de 13% na receita da rede de pagamentos, mesmo com um aumento de 17% nos descontos e incentivos concedidos aos clientes.
A receita de serviços de valor agregado aumentou 23%, ou 22% quando ajustada pela variação cambial. Essa categoria inclui ofertas de cibersegurança, ferramentas de autenticação digital e produtos de engajamento do usuário. Quatro pontos percentuais desse crescimento vieram de aquisições, enquanto o restante se deveu ao aumento da demanda e dos preços.
Outras receitas caíram US$ 8 milhões em comparação com o mesmo período do ano passado, principalmente devido às despesas com juros relacionadas à dívida da empresa. Ajustando-se aos investimentos em ações, esse déficit aumentou para US$ 25 milhões. Enquanto isso, a alíquota efetiva de imposto da Mastercard subiu para 20,8%, ante 17,3% no segundo trimestre de 2024.
A taxa de imposto ajustada foi de 20,9%, impulsionada pela nova alíquota mínima global de 15%, conhecida como regras do Pilar 2, que entrou em vigor este ano em Singapura e outros países. Esses impostos praticamente anularam o benefício que a Mastercard obteve com um incentivo financeiro do Ministério das Finanças de Singapura.
O lucro acumulado no ano atinge US$ 7 bilhões, com a continuidade das recompras de ações
Até o momento, em 2025, a Mastercard obteve uma receita líquida de US$ 15,4 bilhões, um aumento de 16% em relação aos US$ 13,3 bilhões registrados no mesmo período de 2024. O lucro operacional atingiu US$ 8,9 bilhões, um aumento de 17%. A margem operacional do primeiro semestre do ano foi de 58,0%, ligeiramente superior aos 57,4% do ano anterior.
O lucro líquido do semestre foi de US$ 7 bilhões, e o lucro por ação atingiu US$ 7,66, ambos demonstrando um sólido crescimento em relação ao ano anterior. Os números ajustados totalizaram US$ 7,2 bilhões em lucro líquido, com lucro por ação de US$ 7,87. A margem operacional ajustada é de 59,6%, acima dos 59,1% do ano anterior.
O volume bruto em dólares no primeiro semestre atingiu US$ 5 trilhões, o volume de transações internacionais cresceu 15% e o número de transações processadas aumentou 10%, todos medidos em moeda local. A receita da rede de pagamentos cresceu 13% e os incentivos, 14%. A receita de serviços de valor agregado aumentou 20%, sendo 4% provenientes de aquisições. O restante veio da demanda por segurança digital, serviços ao consumidor e ajustes de preços.
As despesas operacionais totalizaram US$ 6,5 bilhões no acumulado do ano, um aumento de 14%. As despesas operacionais ajustadas atingiram US$ 6,2 bilhões, também um aumento de 14%. A maior parte desse aumento se deveu a custos internos mais elevados e aquisições recentes. Outras receitas caíram US$ 80 milhões, principalmente devido ao aumento dos custos com juros e perdas com investimentos.
Ajustando-se às perdas com investimentos, o déficit foi de US$ 62 milhões. A alíquota efetiva de imposto acumulada no ano subiu para 19,8%, ante 16,4% no ano passado. Em termos ajustados, a alíquota de imposto subiu para 20,1%, novamente devido aos impostos do Pilar 2, agora em vigor em diversos países.
Em 30 de junho, a Mastercard informou ter emitido 3,6 bilhões de cartões de marca própria em todo o mundo, incluindo produtos Mastercard e Maestro.
A empresa gastou US$ 2,3 bilhões para recomprar 4,2 milhões de ações no segundo trimestre e pagou US$ 691 milhões em dividendos. Entre 1º e 28 de julho, outras 1,8 milhão de ações foram recompradas por US$ 1 bilhão, restando US$ 9,3 bilhões em fundos autorizados para recompra.
A empresa afirmou que não revisará as expectativas futuras, a menos que seja legalmente obrigada.
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