O Tribunal Superior Popular da Província de Jiangsu, na China, divulgou recentemente informações sobre um caso envolvendo um contrato de criptomoeda no valor de 15,74 milhões de yuans quetracerrado, entre o investidor singapuriano Pan Moumou e o cidadão chinês Tian Moumou.
A regulamentação das criptomoedas na China sempre foi rigorosa. Embora os cidadãos chineses possam possuir e negociar moedas digitais, o país não reconhece os ativos digitais como moeda corrente.
Assim, as leis chinesas estabelecem que quaisquer riscos inerentes atracou acordos envolvendo criptomoedas serão suportados pelostrac, e a lei não pode protegê-los. Isso se aplica especialmente à disputa entre Pan e Tian, pois envolve uma organização estrangeira.
O investimento em 'Blockchain do Ministério das Relações Exteriores'
Em 2019, o cidadão singapuriano Pan Moumou e o cidadão chinês Tian Moumou firmaram uma parceria para investir em um projeto chamado “MFA Blockchain”
Conforme o acordo, Pan Moumou contribuiria com o capital e Tian Moumou seria responsável pela tecnologia e operação. Após o início do projeto, Pan contribuiu com 15,74 milhões de yuans (cerca de US$ 2,1 milhões).
Após Tian não ter devolvido o capital de Pan depois de algum tempo, ele decidiu desistir do negócio e pediu a Tian que devolvesse seu investimento.
Inicialmente, Tian alegou problemas de liquidez de mercado, mas acabou devolvendo 10,6 milhões de yuans (cerca de US$ 1,4 milhão) a Pan. Os 5,15 milhões de yuans restantes (aproximadamente US$ 700 mil) permaneceram sem pagamento. Eventualmente, a conta blockchain da MFA foi bloqueada, tornando-a inoperante, e o restante do capital foi perdido. Foi então que Pan processou Tian para recuperar os fundos restantes.
O Supremo Tribunal da China intervém
O caso foi inicialmente julgado pelo Tribunal Central de Yancheng e, posteriormente, pelo Tribunal Superior de Jiangsu. O tribunal decidiu que otracera inválido, sob o argumento de que os investimentos em moeda digital são contrários à lei chinesa e violam a ordem pública e a moral.
Na China continental, as criptomoedas não são reconhecidas como moeda corrente e as transações relacionadas são consideradas atividades financeiras ilegais.
Em virtude disso, o tribunal decidiu que as partes celebraram otracpor sua própria conta e risco e que teriam de arcar com quaisquer prejuízos decorrentes do acordo. Isso significa, essencialmente, que Pan teria de arcar com a perda do restante do seu capital.
O caso serve como um alerta para estrangeiros que consideram investir em criptomoedas em colaboração com parceiros chineses. Acordostracnão oferecem segurança absoluta, pois os tribunais chineses podem invalidá-traccaso violem as regulamentações nacionais.
Estrangeiros não estão sujeitos à lei chinesa, mas, caso uma ação judicial seja movida na China contra um cidadão chinês, o caso será tratado de acordo com a legislação chinesa. Investidores que não estão familiarizados com a legislação chinesa não devem celebrartracou acordos com facilidade.

