A FTX Japan, subsidiária japonesa da corretora de criptomoedas de Sam Bankman-Fried, pretende reabrir os saques para clientes locais, segundo um executivo da empresa entrevistado pela emissora japonesa NHK.
A subsidiária japonesa da FTX pretende reabrir os saques até o final do ano.
Segundo relatos, a bolsa japonesa foi obrigada pela agência reguladora financeira local, a Agência de Serviços Financeiros (FSA), em 10 de novembro, a suspender suas atividades devido a problemas de liquidez da bolsa matriz. Um dia depois, a FTX iniciou um processo de falência, incluindo 130 empresas afiliadas, entre elas a FTX Japan.
Ao falar sobre isso, o executivo da FTX Japan, que preferiu não ser identificado, mencionou que não conseguiam processar os saques dos clientes porque a corretora local usa o mesmo sistema de pagamento da matriz, que agora está operando normalmente.
Com cerca de 19,6 bilhões de ienes (US$ 138 milhões) em cash e depósitos de criptoativos de clientes, o executivo japonês afirmou que estão trabalhando em um sistema de pagamento diferente para reabrir os saques. Segundo reportagem da NHK, a FTX Japan pretende "almejar o final do ano" para permitir que os usuários retirem seus fundos da exchange.
A julgar pelo número de visitas mensais à FTX, o Japão é considerado o terceiro país mais afetado pelo colapso da empresa.
A FTX Japan está programada para ser vendida.
A notícia de hoje surge na sequência de uma declaração feita no sábado, na qual o novo diretor executivo da FTX, John Ray, revelou que algumas das subsidiárias licenciadas da bolsa falida possuem saldos solventes.
“Com base na nossa análise da última semana, temos o prazer de constatar que muitas subsidiárias regulamentadas ou licenciadas da FTX, dentro e fora dos Estados Unidos, possuem balanços patrimoniais sólidos, gestão responsável e marcas valiosas”, disse Ray.
No entanto, juntamente com outras empresas listadas no pedido de falência, espera-se que a FTX Japan seja vendida nas próximas semanas, à medida que os advogados "exploram vendas, recapitalizações ou outras transações estratégicas" no processo.
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