ÚLTIMAS NOTÍCIAS
SELECIONADO PARA VOCÊ
SEMANALMENTE
MANTENHA-SE NO TOPO

As melhores informações sobre criptomoedas direto na sua caixa de entrada.

Cofundador da FTX faz revelação chocante no julgamento da SBF

PorOwotunse AdebayoOwotunse Adebayo
Tempo de leitura: 3 minutos
Consultores da FTX cooperaram com o FBI, compartilhando dados de negociação de clientes: Relatório

Consultores da FTX cooperaram com o FBI, compartilhando dados de negociação de clientes: Relatório

  • Gary Wang, cofundador da FTX, revelou detalhes chocantes no julgamento da SBF.
  • FTX e as consequências de investimentos duvidosos.

Em depoimento recente em tribunal, o cofundador da FTX, Gary Wang, fez alegações surpreendentes de fraude eletrônica contra Sam Bankman-Fried e seu círculo íntimo. Wang, que conhece Bankman-Fried desde o ensino médio, também se declarou culpado e concordou em cooperar com as autoridades na investigação em curso sobre a FTX. Essa revelação causou grande impacto na comunidade de criptomoedas. Wang esclareceu as operações da Alameda Research, uma mesa de operações fundada por Bankman-Fried, e sua relação com a FTX.

Cofundador da FTX revela detalhes internos da FTX

O cofundador da FTX afirmou que a Alameda tinha o privilégio de acesso ilimitado aos depósitos dos clientes na FTX, uma corretora de criptomoedas intimamente ligada à FTX. Esse acesso permitia à Alameda sacar fundos sem limitações, podendo inclusive manter um saldo negativo. Quando a FTX enfrentou seu eventual colapso, a Alameda havia sacado a impressionante quantia de US$ 8 bilhões da plataforma e utilizado a assombrosa quantia de US$ 65 bilhões de sua linha de crédito, segundo o depoimento de Wang. O que diferenciava a Alameda dos demais formadores de mercado na FTX era a magnitude de seu endividamento.

O cofundador da FTX observou que a maioria dos formadores de mercado normalmente possuía linhas de crédito na casa das dezenas de milhões, enquanto a linha de crédito de Alameda chegava aos bilhões, ilustrando a extensão das manobras financeiras envolvidas. Durante seu depoimento, Wang também forneceu informações sobre os arranjos financeiros dentro da FTX. O cofundador da FTX revelou que recebia um salário anual de US$ 200.000 e detinha 17% das ações da empresa. Em nítido contraste, Sam Bankman-Fried, cofundador da FTX, possuía a maior parte da empresa, cerca de 65%, segundo relatos. Essa significativa disparidade na participação acionária levantou questões sobre a dinâmica de poder dentro da organização.

O depoimento do cofundador da FTX revelou ainda mais a extensão do controle e da influência de Bankman-Fried sobre a Alameda Research. Bankman-Fried detinha uma participação majoritária de 90% na Alameda Research, deixando Wang com apenas 10%. Apesar desse desequilíbrio, Wang detalhou como lhe foi permitido sacar US$ 200.000 da empresa para uso pessoal e como tinha acesso a até US$ 300 milhões para investir em outros empreendimentos de startups. Dentro da organização FTX, o papel de Wang parecia estar mais focado em programação e aspectos técnicos, enquanto Bankman-Fried lidava com responsabilidades voltadas para o público, como lobby e interações com a mídia.

FTX e as consequências de investimentos duvidosos

Essa divisão de trabalho sugeria uma clara distinção entre seus papéis e responsabilidades dentro da empresa. Matt Huang, sócio-gerente da empresa de capital de risco Paradigm, também testemunhou durante o processo. Huang revelou que sua empresa havia investido um valor substancial de US$ 278 milhões nas empresas de Bankman-Fried. No entanto, ele expressou arrependimento pelo investimento, afirmando que a Paradigm não teria comprometido tais fundos se soubesse do desvio de verbas para a Alameda Research. Como resultado dessas revelações, a Paradigm reduziu seu investimento a zero, sinalizando as graves consequências dessas supostas irregularidades financeiras.

O depoimento de Huang também abordou preocupações sobre a estrutura de governança da FTX. Ele mencionou que a Paradigm inicialmente tinha reservas sobre o que ele chamou de "estrutura de governança única" da FTX. Durante o interrogatório, Huang revelou que a Paradigm havia solicitado uma vaga no conselho da FTX, um pedido que não era exclusivo de sua empresa. Isso sugeriu que vários investidores questionaram a transparência e os processos de tomada de decisão dentro da empresa. Outra questão levantada durante o processo foi a prática de frontrunning, que envolve negociar com base em informações privilegiadas. Huang revelou que a Paradigm havia expressado preocupações sobre essa prática.

No entanto, ele afirmou que Bankman-Fried garantiu que a Alameda Research não recebeu tratamento preferencial na corretora de criptomoedas da FTX. O julgamento gerou grande atenção no setor de criptomoedas, pois levanta questões críticas sobre a transparência, a governança e a conduta ética de figuras e organizações proeminentes no espaço cripto. O resultado deste caso terá, sem dúvida, implicações de longo alcance para o futuro da regulamentação e da responsabilização no mercado de criptomoedas.

Não se limite a ler notícias sobre criptomoedas. Compreenda-as. Assine nossa newsletter. É grátis.

Compartilhe este artigo

Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Owotunse Adebayo

Owotunse Adebayo

Adebayo é um escritor com quatro anos de experiência no universo das criptomoedas. Ele se formou na Universidade de Lagos, onde estudou Planejamento Urbano e Regional. Adebayo trabalhou na Tokenhell e na CryptoTicker, escrevendo notícias sobre criptomoedas e fintechs. Atualmente, ele é colaborador do Cryptopolitan.

MAIS… NOTÍCIAS
CURSO INTENSIVO DE CRIPTOMOEDAS AVANÇADAS