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A dívida de US$ 300 bilhões da Evergrande coloca em risco a economia global

PorEdith MuthoniEdith Muthoni
Tempo de leitura: 2 minutos
Evergrande

Resumo resumido

  • A gigante imobiliária chinesa Evergrande está em crise, pois suas dívidas representam um obstáculo para seu progresso.
  • A empresa pode em breve enfrentar problemas de falência com um de seus principais financiadores, a Agência Alemã de Análise de Mercado.

A Evergrande está novamente em maus lençóis, após quase ter entrado em incumprimento das suas dívidas de 300 mil milhões de dólares. A empresa de desenvolvimento imobiliário sediada na China tem sido o foco das notícias financeiras globais devido à sua situação atual. Segundo analistas financeiros, o seu colapso poderá representar um problema para a economia mundial.

Além disso, a Evergrande enfrenta um pedido de falência movido por seu investidor estrangeiro, a Deutsche Marktscreening Agentur (Agência Alemã de Triagem de Mercado). Em um comunicado à imprensa, a empresa imobiliária informou que deixou de cumprir os prazos de pagamento de seus títulos em duas ocasiões em setembro. Explicou ainda que esse inadimplementomatico mesmo para os 21 títulos restantes.

Até o momento, a empresa possui diversos empréstimos em títulos de investidores estrangeiros, necessários para vários projetos em seus planos. A pandemia global impactou negativamente a economia mundial, contribuindo para o agravamento das dificuldades da Evergrande

No entanto, muitos especialistas do setor financeiro atribuem seu fracasso no mercado aos projetos massivos e mal planejados em que se envolveu. Além disso, a falta de uma defiprecisa de seus ativos gera cautela por parte de investidores externos. Após dois calotes em suas dívidas, a empresa enfrenta dificuldades e falta de investidores para captar recursos.

Ganhou o título de "incorporadora mais endividada" do mundo, sendo também considerada um dos projetos mais insustentáveis. 

Uma ameaça ao espaço global

A situação da Evegrande pode levar a um evento semelhante à crise financeiraSegundo diversos analistas, a China mantém muitas parcerias vantajosas com países do mundo todo. A falência da incorporadora imobiliária, uma das maiores empresas do país, reduziria a credibilidade da China como parceira financeira.

Caso isso se concretize, a China perderá contribuintes vitais para sua economia e vice-versa.

Além disso, está a prejudicar o desenvolvimento do setor imobiliário no país. A habitação tornou-se um ponto crítico para o governo chinês, considerando o elevado custo da aquisição de imóveis. A sua campanha atual visa garantir que todos os cidadãos tenham acesso a habitação adequada, em vez de terem de lidar com as condições do passado.

Relatórios recentes mostram que a China possui prédiosdentdesocupados que poderiam potencialmente abrigar milhões de pessoas. Além disso, o setor vem sofrendo com a queda na demanda nos últimos anos, o que exige a estabilização da economia comunista. A Evergrande não está enfrentando problemas financeiros sozinha, já que outras seis incorporadoras imobiliárias estão na mesma situação. 

Qual será o próximo passo para a Evergrande?

Notavelmente, as ações da empresa caíram quase 85% desde o início do ano. Se a DMSA prosseguir com o pedido de falência, a Evergrande terá que abrir mão da propriedade de seus ativos para lidar com as dívidas. Assim, muitas pessoas se perguntam o que o governo chinês fará para melhorar a situação da Evergrande.

A Evergrande está consultando assessores financeiros para encontrar a melhor maneira de sair do atoleiro. No entanto, parece que o governo ainda reluta em se envolver diretamente com a empresa. O mundo acompanha atentamente esse desenrolar dos acontecimentos, na esperança de que a China decida intervir na questão, mesmo que indiretamente.

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