Um novo relatório revelou como as criptomoedas na Coreia do Norte contribuíram para o aumento do uso da internet. Após diversas sanções impostas ao regime norte-coreano pelo governo dos Estados Unidos e outras nações ocidentais, o relatório divulgado pela Recorded Future indica que o país tem utilizado criptomoedas para realizar diversas transações financeiras ilegais e burlar as sanções internacionais.
Criptomoedas na Coreia do Norte geraram um aumento de 300% no tráfego da internet
Há indícios claros de que as transações com criptomoedas e os ataques cibernéticos na Coreia do Norte geraram um aumento de mais de 300% no tráfego de internet no país nos últimos três anos. O regime norte-coreano tem se envolvido na transferência de fundos ilegais por meio de diversos golpes com criptomoedas, mineração, roubo de criptomoedas e exchanges de criptomoedas para financiar suas atividades secretas, em consequência das sanções internacionais impostas ao regime por multinacionais e pelo Ocidente.
Entretanto, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Insikt Group, o regime norte-coreano conseguiu gerar fundos e receitas ilegalmente por meio da exploração de sua própria Rede Virtual Privada (VPN) e do Serviço de Nomes de Domínio (DNS). Como resultado, acredita-se que o número de transações com criptomoedas e ataques cibernéticos a organizações financeiras tenha gerado cerca de US$ 2 bilhões para o regime norte-coreano, a elite política e a cúpula militar.
Há algum problema à vista?
O uso da internet para burlar as sanções impostas ao governo norte-coreano e a exploração de criptomoedas e da tecnologia blockchain para lavagem e desvio de fundos são motivo de preocupação. O relatório demonstra ainda que a capacidade da Coreia do Norte de desenvolver seu próprio modelo baseado na internet para escapar do monitoramento financeiro e da geração de fundos ilegais também pode ser usada para ações proibidas por órgãos internacionais de monitoramento, como o desenvolvimento de seus programas nucleares e balísticos. Se medidas não forem tomadas a tempo para conter esse avanço, tal modelo poderá ser adotado por outras nações sujeitas a sanções financeiras, como Irã, Síria e Venezuela.
Imagem em destaque retirada do Pixabay

