O mercado de criptomoedas está em colapso total, com US$ 325 bilhões em valor de mercado eliminados desde a manhã de sexta-feira até o momento da publicação desta notícia, de acordo com dados da Coinglass, que também mostram que a maior queda ocorreu quando US$ 100 bilhões desapareceram em uma hora.
Não houve grandes manchetes sobre o acidente repentino, dando a impressão de que não era nada demais, quase como se ninguém mais se importasse.
Até mesmo as criptomoedas meme, que estavam em alta nas últimas semanas, sofreram um forte impacto. A liquidez secou em todos os setores, aumentando as preocupações com uma queda ainda maior.
A onda de vendas, é claro, começou com o ataque à Bybit em 21 de fevereiro, quando o grupo norte-coreano Lazarus realizou o maior roubo financeiro da história, drenando US$ 1,5 bilhão das carteiras Ethereum da Bybit. Esse roubo foi tão grande que representa o dobro do recorde anterior, que era o ataque de US$ 611 milhões à PolyNetwork em 2021.
Ethereum, que já apresentava um desempenho péssimo, piorou ainda mais com a corrida dos investidores para retirar seus fundos, temendo outro colapso semelhante ao da FTX.
Embora o CEO da Bybit, Ben Zhou, tenha anunciado rapidamente que a corretora cobriria todas as perdas, isso não foi suficiente para restaurar a confiança. Os investidores não esquecem ataques cibernéticos bilionários com tanta facilidade.
Inicialmente, Bitcoin se manteve fora da confusão. No entanto, assim que o S&P 500 despencou na sexta-feira, Bitcoin também entrou em colapso. No momento em que as ações começaram a cair, Bitcoin seguiu o mesmo caminho, perdendo seu importante nível de suporte de US$ 98.000.
Um dos principais fatores que contribuíram para a queda vertiginosa Bitcoin foi o anúncio feito ontem pela Citadel Securities de que entraria no mercado de criptomoedas como provedora de liquidez. Em vez de tranquilizar os investidores, a notícia provocou uma reação de "venda após a notícia", com uma corrida desenfreada para a saída do capital.
Memecoins entram em colapso, Bitcoin enfrenta dificuldades
Solana, que agora caiu 22% desde sexta-feira. O setor de memecoins, que havia sido um dos maiores casos de sucesso das criptomoedas este ano, está sendo dizimado. Com a queda da Solana, os investidores se desfizeram de suas memecoins em massa, drenando a última gota de liquidez do mercado.
Na verdade, tudo começou quando odent argentino Javier Milei endossou publicamente a LIBRA, uma criptomoeda inspirada Solana, que rapidamente teve uma valorização meteórica — até despencar no esquecimento, eliminando US$ 4,6 bilhões de investidores.
A reputação da Solana, manchada por escândalos, e agora, com US$ 1,72 bilhão em tokens SOL prestes a serem liberados em 1º de março, o mercado se prepara para uma pressão vendedora ainda maior.
Segundo a gestora de ativos digitais Arca, as altcoins, como um todo, já perderam entre 30% e 80% do seu valor desde meados de dezembro. Até mesmo Dogecoin, que vinha se beneficiando dos cortes de pessoal no governo federal anunciados por Elon Musk, caiu quase 7%.
As ações ligadas a criptomoedas também estão sofrendo bastante, com a Coinbase caindo pelo sexto dia consecutivo, sua pior sequência de perdas em meses. A mineradora Bitcoin MARA Holdings, que já havia despencado 13% na semana passada, perdeu mais 2,6% hoje, e a Strategy (antiga MicroStrategy) também está em queda, apesar de ter dobrado suas compras Bitcoin , segundo dados do Google Finance.
Na segunda-feira, a Strategy apresentou um documento à SEC revelando que havia comprado novamente 20.356 Bitcoin entre 18 e 23 de fevereiro, a US$ 97.514 por moeda, totalizando US$ 1,99 bilhão.
Isso faz desta uma das maiores aquisições Bitcoin da empresa, elevando o total de ativos da Strategy para US$ 47,7 bilhões — o equivalente a 2,5% de todo Bitcoin que existirá. A empresa financiou essa compra com os recursos da venda de títulos conversíveis no valor de US$ 2 bilhões na semana passada.

