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China define data para divulgar detalhes do aguardado pacote de estímulo fiscal

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
China define data para divulgar detalhes do aguardado pacote de estímulo fiscal
  • O governo chinês definiu as datas para a divulgação de seu grande pacote de estímulo fiscal, realizando uma reunião crucial de 4 a 8 de novembro, onde se espera que apresente os planos orçamentários e de combate defi.
  • O Ministro das Finanças, Lan Fo'an, insinuou a possibilidade de mais títulos do governo e maiores gastos, mas os detalhes ainda dependem da aprovação do Congresso Nacional do Povo.
  • Críticos como a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, e o diretor do FMI, Kristalina Georgieva, afirmam que o pacote de estímulo da China é insuficiente, argumentando que ele não aborda problemas centrais como a fraca demanda interna.

O governo chinês acaba de dar sinal verde para uma reunião muito aguardada sobre seu plano de estímulo fiscal, que ocorrerá de 4 a 8 de novembro.

Espera-se que esta sessão da Assembleia Popular Nacional (APN) finalmente revele detalhes que deixam os investidores apreensivos e ávidos por respostas.

Os riscos são altíssimos, e todos os olhares estão voltados para o orçamento da China e os possíveis ajustes em seu definacional, enquanto o país enfrenta crescente pressão econômica.

No ano passado, essa mesma comissão da Assembleia Popular Nacional elevou o defifiscal de 3% para 3,8%, numa medida incomum, segundo informações da mídia estatal.

A expectativa é de que a sessão deste ano siga o mesmo caminho, com economistas especulando que ela poderá trazer grandes ajustes, visto que o crescimento da China está ficando abaixo da meta de 5% estabelecida pelo governo.

Emissão de títulos, aumento defiprovável

Em outubro, o Ministro das Finanças, Lan Fo'an, insinuou novas opções de gastos, afirmando que há espaço para aumentar o defie emitir novos títulos. No entanto, ele manteve a questão vaga, confirmando apenas que as decisões finais precisariam ser aprovadas pelo Conselho Provincial do Povo (CPP).

Suas declarações ocorreram após uma reunião em setembro, liderada pelodent Xi Jinping, na qual as autoridades concordaram em fortalecer as políticas fiscal e monetária.

Entretanto, o Banco Popular da China (PBOC) já tomou medidas para reduzir as taxas de juros e ampliar as políticas de apoio ao mercado imobiliário em dificuldades.

Desde então, as ações chinesas se valorizaram, mas a volatilidade persiste, já que os detalhes de qualquer estímulo fiscal ainda são obscuros. Economistas apostam na reunião da Assembleia Popular Nacional para esclarecer os planos de gastos do país e as metas de emissão de títulos.

Apesar das especulações sobre um pacote de estímulo econômico massivo, analistas alertam para que não se espere um aumento direto nos gastos do consumidor. Eles acreditam que os governos locais, muitos dos quais estão profundamente endividados, serão os primeiros a receber apoio. 

A economia chinesa registrou um crescimento de 4,8% nos primeiros três trimestres do ano, ligeiramente abaixo da marca de 5% alcançada no primeiro semestre. Para 2024, a meta de crescimento é de cerca de 5%, mas resta saber se Pequim conseguirá atingir esse objetivo.

Líderes econômicos globais analisam a estratégia da China

O mundo das finanças globais praticamente criticou a estratégia de estímulo da China. Nas recentes reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Washington, a Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, fez uma crítica contundente, afirmando que o atual pacote de estímulo da China não aborda seus maiores problemas, como o excesso de capacidade produtiva e a baixa demanda interna.

Ela destacou a necessidade de gastos que fortaleçam o poder de compra do consumidor, um passo crucial caso a China queira se desvencilhar de sua forte dependência da indústria manufatureira.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que o crescimento da China pode cair abaixo de 4% nos próximos anos, a menos que sejam implementadas políticas mais agressivas para impulsionar o consumo interno.

O ministro da Fazenda brasileiro, Fernando Haddad, fez coro com as mesmas preocupações, observando uma sensação de “insegurança” em relação às medidas que a China está implementando, deixando sua crítica em aberto. 

Uma fonte interna revelou que, a portas fechadas, autoridades de Pequim disseram aos presentes para "esperarem para ver" como as medidas atuais se desenrolariam. O Ministro Lan confirmou que o governo tem margem para aumentar o defi, principalmente diante do agravamento da crise imobiliária e do endividamento público. 

Há expectativas de que o pacote fiscal autorize empréstimos governamentais na ordem de trilhões de yuans. No entanto, nenhum número específico foi divulgado, o que leva à especulação de que a cúpula do governo chinês esteja calibrando cuidadosamente sua resposta, talvez até mesmo de olho nos resultados das eleições americanas.

A promessa de campanha de Donald Trump de impor uma tarifa fixa de 60% sobre produtos chineses está aumentando a urgência da situação. Economistas do UBS afirmam que essa tarifa, por si só, poderia reduzir a taxa de crescimento da China pela metade, criando a tempestade perfeita caso Pequim não aja de forma decisiva.

O anúncio feito até agora levou alguns analistas de Wall Street a elevar suas estimativas de crescimento para a China, aproximando-as da meta de 5%. Ainda assim, poucos veem o pacote atual como uma abordagem do tipo "custe o que custar".

Haibin Zhu, economista-chefe para a China no JPMorgan, mencionou que o governo de Xi Jinping provavelmente continuará apostando na manufatura avançada para impulsionar o crescimento, mesmo que isso irrite os parceiros comerciais.

Os Estados Unidos e a Europa estão acompanhando a situação de perto. Ambas as regiões aumentaram as tarifas sobre produtos chineses para proteger suas próprias indústrias.

O ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, acusou Pequim de usar suas políticas econômicas para minar a concorrência global, alertando: "A China sabe que não será tão competitiva quanto os EUA nas próximas décadas"

O governador do banco central da China, Pan Gongsheng, juntamente com outros funcionários, tem participado de coletivas de imprensa locais, embora as perguntas sejam rigorosamente selecionadas previamente.

Enquanto isso, o vice-ministro das Finanças, Liao Min, manteve-se discreto durante as reuniões em Washington, percorrendo os corredores labirínticos do complexo do FMI para conversas a portas fechadas. O público poderá tomar conhecimento dessas discussões apenas quando Liao retornar a Pequim.

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