A Administração do Ciberespaço da China (CAC) divulgou um projeto de medidas destinadas a regulamentar os serviços de inteligência artificial generativa no país.
A CAC busca garantir que as empresas apresentem avaliações de segurança às autoridades antes de lançarem seus produtos ou serviços ao público. O anúncio surge em meio a crescentes preocupações com os riscos associados à tecnologia emergente, que experimentou um aumento significativo de investimentos e popularidade entre os consumidores nos últimos meses.
A CAC está a exigir que sejam tomadas medidas para prevenir a discriminação na conceção de algoritmos e na formação de dados.
A CAC afirmou que a China apoia da IA e que incentiva o uso de software, ferramentas e recursos de dados seguros e confiáveis.
A CAC afirmou que a China apoia a inovação e a aplicação da IA e que incentiva o uso de software, ferramentas e recursos de dados seguros e confiáveis.
No entanto, o órgão regulador também enfatizou que o conteúdo gerado por IA generativa deve estar em consonância com os valores socialistas fundamentais do país.
Os fornecedores de IA generativa serão responsáveis pela legitimidade dos dados usados para treinar seus produtos. Eles estarão sujeitos a multas, suspensão de serviços ou até mesmo investigações criminais caso não cumpram as regras.
Gigantes da tecnologia chinesas apresentam seus novos modelos de IA
O anúncio surge após uma série de gigantes da tecnologia chinesas, incluindo Baidu, SenseTime e Alibaba, apresentarem seus novos modelos de inteligência artificial, capazes de alimentar aplicações que vão desde chatbots a geradores de imagens.
A CAC solicitou que os provedores exijam que os usuários forneçam suasdentreais e informações relacionadas. Caso conteúdo inadequado seja gerado por suas plataformas, as empresas devem atualizar a tecnologia em até três meses para evitar que conteúdo semelhante seja gerado novamente.
Comentários públicos sobre as propostas serão aceitos até 10 de maio, e espera-se que as medidas entrem em vigor ainda este ano, de acordo com a minuta das regras.
As novas regras imporão uma responsabilidade significativa aos fornecedores de serviços de IA generativa, mas são necessárias para garantir que a tecnologia seja usada de forma segura e responsável.
O compromisso da China com a inovação e a aplicação da IA é bem conhecido, e essa medida demonstra que o país está levando a sério a questão da regulamentação da IA.
A abordagem da China para regulamentar a IA
A abordagem da China para a regulamentação da IA contrasta com a de outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe um órgão regulador federal para IA. Em vez disso, várias agências governamentais foram incumbidas da tarefa de regulamentar aspectos específicos da tecnologia. Isso levou a uma abordagem fragmentada para a regulamentação, o que causou confusão e levantou preocupações sobre a segurança da tecnologia.
A centralização da regulamentação da IA na China tem o potencial de ser mais eficaz, pois pode garantir consistência e clareza nas regras aplicadas.
No entanto, também existem preocupações de que essa abordagem possa sufocar a inovação e limitar o crescimento do setor. O processo de consulta pública dará às partes interessadas a oportunidade de fornecer feedback sobre as regras propostas, e será interessante observar suas respostas.
As medidas propostas pela China para a gestão de serviços de inteligência artificial generativa representam um avanço significativo para garantir que a tecnologia seja usada de forma segura e responsável.
A China propõe medidas para gerenciar serviços de IA generativa