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Brasil condena 14 operadores de criptomoedas em caso de lavagem de dinheiro do narcotráfico de US$ 95 milhões

PorFlorença MuchaiFlorença Muchai
Tempo de leitura: 3 minutos
Brasil condena 14 operadores de criptomoedas em caso de lavagem de dinheiro do narcotráfico de US$ 95 milhões
  • Um tribunal federal no Brasil condenou 14 pessoas à prisão por lavagem de mais de 508 milhões de reais (US$ 95 milhões) provenientes do tráfico internacional de drogas e outros crimes violentos.
  • O grupo também utilizou o sistema dólar-cabo, um método paralelo de transferência internacional de dinheiro, e movimentou grandes quantias usando criptomoedas, incluindo Bitcoin.
  •  Os dois líderes da organização foram condenados a 21 anos e 1 mês de prisão cada um.

Um tribunal federal no Brasil condenou 14 pessoas à prisão por lavagem de mais de 508 milhões de reais (US$ 95 milhões) provenientes do tráfico internacional de drogas e outros crimes violentos. A condenação encerra uma investigação de anos sobre uma sofisticada rede criminosa que atuava em diversos estados.

A operação, denominada Terra Fértil, desmantelou um esquema que utilizava empresas de fachada em dois estados diferentes para disfarçar lucros do tráfico de drogas. 

O grupo confundiu deliberadamente a rede corporativa com pelo menos seis empresas de fachada, incluindo Kaupan, DG Cerealista, AG Intermediações, MSS Rental, Truck Foz e RBS Agropecuária. Elas tinham objetivos sociais formais, como comércio de alimentos ou criação de gado. No entanto, movimentavam milhões de dólares incompatíveis com suas atividades declaradas e eram controladas por laranjas ou laranjas.

Grupo criminoso usa criptomoedas para lavagem de dinheiro

As atividades do grupo se estenderam por 5 anos. Eles usavam uma rede de empresas de fachada com sede em Uberlândia (MG) e conexões em Foz do Iguaçu (PR) para ocultar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas e de crimes violentos contra o patrimônio, incluindo resgate por sequestro.

A investigação foi conduzida no âmbito da Operação Terra Fértil, liderada pela Polícia Federal e pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Federal em Minas Gerais. A organização estava estruturada com base territorial estabelecida em Uberlândia (MG) e presença em diversos estados brasileiros.

Descobriram que o dinheiro lavado era usado para disfarçar a natureza, a origem, a movimentação e a propriedade de fundos provenientes do tráfico internacional de drogas e de crimes violentos contra o patrimônio — por exemplo, o dinheiro do resgate de uma vítima de sequestro no Rio de Janeiro.

Os promotores afirmaram que o grupo criminoso tinha uma estrutura complexa com várias funções. Os líderes controlavam o fluxo de dinheiro, e operadores de nível intermediário atuavam como laranjas para as empresas. Por fim, um braço contábil mantinha a rede funcionando por meio de documentos falsificados e artifícios financeiros.

A ocorrência dos crimes foi confirmada por provas apresentadas à Justiça, incluindo análises forenses, registros contábeis falsificados e comunicaçõestron.

De acordo com a sentença, os métodos de ocultação incluíam a realização de operações bancárias fracionárias e típicas, o uso de um sistema paralelo de compensação internacional (cable dollar) e a transferência de grandes quantias para o mercado de criptomoedas. Um veículo cita o uso do Bitcoin entre as criptomoedas utilizadas.

Autoridades reguladoras brasileiras acusam os infratores de crimes com penas de até 21 anos de prisão.

Durante a fase de integração, os fundos ilícitos foram convertidos em ativos de alto valor para serem reintroduzidos na economia formal. Por exemplo, imóveis de luxo em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, aeronaves e automóveis de alto valor, além da movimentação de outros ativos financeiros, como VGBLs e títulos de capitalização, com uma aeronave inclusive registrada em nome de uma loja de fachada de biquínis.

A conduta criminosa também envolveu a criação e o uso de documentos falsos para sustentar a fachada da empresa. Isso possibilitou a abertura de contas bancárias e a execução de transações incomuns.

Os dois líderes da organização, que foram identificados como os principais beneficiários dos recursos ilícitos e diretores das operações de lavagem de dinheiro, foram condenados a 21 anos e 1 mês de prisão cada um.

Os oito membros do núcleo de gestão, que atuaram como "laranjas" ou "de fachada", responsáveis ​​por se apresentarem formalmente como sócios, detentores de ativos e operadores financeiros, receberam penas que variam de 10 a 17 anos de prisão.

No núcleo contábil que prestava serviços de consultoria para a criação e manipulação de empresas fictícias, realizando transações financeiras e patrimoniais em favor da direção, os três indivíduos receberam penas de prisão que variam de 8 a 10 anos.

O último réu, acusado apenas de lavagem de dinheiro em transações aéreas, foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão. 

Além das penas de prisão, os envolvidos foram condenados a reparar os danos causados ​​pela atividade criminosa no valor de R$ 508.646.344,08 (US$ 95.343.213,97), por meio de indenização e apreensão de bens. Cabe recurso.

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Florença Muchai

Florença Muchai

Florence tem se dedicado à cobertura de notícias sobre criptomoedas, jogos, tecnologia e inteligência artificial nos últimos 6 anos. Seus estudos em Ciência da Computação pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Meru e em Gestão de Desastres e Diplomacia Internacional pela MMUST (Universidade de Ciência e Tecnologia de Meru) lhe proporcionaram ampla experiência em idiomas, observação e habilidades técnicas. Florence trabalhou no VAP Group e como editora para diversos veículos de mídia especializados em criptomoedas.

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