Segundo uma pesquisa publicada pela Juniper Research, a tecnologia blockchain na indústria alimentícia pode ajudar a economizar cerca de trinta e um bilhões de dólares americanos (US$ 31 bilhões) em potenciais fraudes alimentares, reduzindo significativamente as perdas para os comerciantes.
A tecnologia blockchain na indústria alimentícia deixou de ser um conceito estranho, visto que diversas grandes corporações hoje em dia podem comprovar a transparência e a segurança alimentar proporcionadas por ela. No mês passado, a Topco Associates, a maior GPO (Group Purchasing Organization) do setor alimentício dos Estados Unidos implementou tecnologia blockchain da Mastercard para rastrear trac origem de seus suprimentos alimentares. Quase simultaneamente, a mega rede de supermercados Walmart anunciou um projeto de blockchain para trac com eficiência o fornecimento de frutos do mar que recebe da Índia. Em setembro, a Sicília deu um passo além e decidiu legalizar o uso de blockchain em sua indústria alimentícia.
A pesquisa enfatiza a integração da tecnologia blockchain na indústria alimentícia
Sim, a tecnologia blockchain tem o potencial de transformar este setor, que atualmente sofre com problemas associados à crescente globalização, contaminação de alimentos e uma complexa rede de cadeia de suprimentos. Dados recentes, publicados trac da Internet das Coisas (IoT), juntamente com a tecnologia blockchain, podem reduzir os custos relacionados à fraude alimentar por meio da racionalização eficaz do fornecimento e da distribuição, do cancelamento de pedidos de alimentos e da simplificação da conformidade regulatória.
O relatório constitui uma parte significativa do abrangente estudo "Blockchain: Principais Oportunidades Verticais, Tendências e Desafios 2019-2030". Na segunda-feira, a empresa de análise de mercado digital Juniper Research detalhou o relatório, afirmando que a tecnologia blockchain e a Internet das Coisas (IoT) podem agregar valor considerável à cadeia logística de alimentos e beneficiar pequenos comerciantes, agricultores e consumidores.
O relatório faz referência à catástrofe na indústria alimentícia que ocorreu na Europa em 2013, quando carne de cavalo foi encontrada em diversos produtos que não a incluíam na lista de ingredientes ou de alérgenos. Dessa forma, destaca-se a importância de se conhecer a origem dos alimentos e como eles foram produzidos.
Segundo Morgane Kimmich, uma das pesquisadoras afirmou em comunicado que a confiança e a transparência ainda são grandes preocupações na indústria alimentícia. No entanto, a falta de informações claras está obrigando os varejistas a recorrerem a registros manuais pouco confiáveis e outras intervenções.
Blockchain e IoT oferecem uma plataforma imutável e descentralizada, onde as informações armazenadas podem ser compartilhadas entre milhões de computadores em todo o mundo. Esse é o nível de transparência que precisamos na cadeia de suprimentos. É a única maneira de economizar recursos e dinheiro, além de combater fraudes alimentares, enfatizou Kimmich.
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