A BlackRock quer replicar a estratégia de economia de impostos da Vanguard

- A BlackRock está tentando copiar a estrutura de ETFs da Vanguard, que permite economizar impostos e que já gerou bilhões para seus clientes ao longo de 20 anos.
- A decisão da SEC sobre o pedido da BlackRock pode remodelar o mercado de ETFs, onde a participação da BlackRock vem diminuindo à medida que a Vanguard ganha terreno.
- O fundo Bitcoin da BlackRock registrou entradas de capital recordes, com entusiastas de criptomoedas se unindo em torno da estratégia "Trump" à medida que as eleições se aproximam.
A BlackRock Inc. está de olho em uma estratégia comprovada para reduzir os impostos de seus clientes, seguindo um modelo que permitiu ao Vanguard Group Inc. economizar bilhões ao longo de duas décadas. Na quarta-feira, a BlackRock solicitou à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) a aprovação para criar classes de ações de fundos mútuos negociadas em bolsa (ETFs), um modelo com vantagens fiscais significativas que poderia gerar bilhões em novos ativos, caso seja aprovado.
A patente da Vanguard para esse modelo de ações múltiplas expirou no ano passado, e agora 33 gestoras de ativos, incluindo a BlackRock, aproveitaram a oportunidade, na esperança de obter a aprovação da SEC para suas próprias versões. Ninguém garante que a SEC aprovará, mas a BlackRock já é a maior gestora de ETFs dos EUA, com US$ 3,1 trilhões em ativos. A aprovação ajudaria a BlackRock a ampliar sua vantagem de US$ 200 bilhões sobre a Vanguard em ativos de ETFs sob gestão, consolidando sua liderança em um mercado extremamente competitivo.
A posição da BlackRock e a crescente concorrência da Vanguard
A BlackRock, que chegou a deter quase dois terços do mercado de ETFs dos EUA, avaliado em US$ 10 trilhões em 2006, viu sua participação cair para 31% atualmente, segundo a Bloomberg Intelligence. Enquanto isso, a Vanguard cresceu exponencialmente, conquistando cerca de 29% do mercado, impulsionada pela migração de consultores financeiros e investidores individuais para opções de baixo custo e, em sua maioria, passivas. A previsão é de que, até 2024, os ETFs da Vanguardtracum valor líquido de US$ 226 bilhões, posicionando a empresa para superar a BlackRock em entradas líquidas pelo quinto ano consecutivo.
Com essa nova estrutura, a BlackRock pretende oferecer aos clientes mais opções para atingirem seus objetivos financeiros. Rachel Aguirre, diretora de produtos iShares nos EUA da BlackRock, enfatizou que uma estrutura com múltiplas classes de ações abre caminhos de investimento distintos para atender às diversas necessidades dos clientes. O plano da BlackRock não é exclusivo — Fidelity, Morgan Stanley e Charles Schwab também solicitaram autorizações semelhantes, apostando nas mesmas vantagens fiscais para fundos mútuos estruturados com classes de ações de ETFs.
Mas o cronograma não está totalmente sob seu controle. A aprovação da SEC pode ser adiada se a próxima eleiçãodentdos EUA causar uma reformulação na administração da agência. Ninguém sabe ao certo se haverá avanços nos pedidos em breve ou se um atraso poderá paralisar o processo por meses. Como afirma Joshua Weinberg, consultor jurídico associado do Investment Company Institute, o feedback da SEC exigiu “uma quantidade enorme de informações”. A agência está analisando os pedidos sob todos os ângulos, e isso está levando tempo.
Uma decisão crucial da SEC se aproxima
A SEC permitiu que a Vanguard utilizasse essa estratégia há duas décadas, mas ainda não a aprovou para outras gestoras. Se a SEC aprovar o plano da BlackRock, o mercado de fundos mútuos em geral poderá se transformar, beneficiando gestores que enfrentam saídas de capital à medida que os investidores migram para ETFs mais baratos e com maior eficiência tributária. Já existem mais de 3.300 ETFs listados nos EUA, e a aprovação da SEC poderia abrir caminho para muitos outros.
Mas não há um cronograma claro. Aprovações anteriores para ideias inovadoras semelhantes levaram anos, e a disposição da SEC em adicionar mais ETFs é incerta. Dave Nadig, analistadent de ETFs, observou que a agência não está com pressa, dizendo: "As pessoas superestimam radicalmente a atenção que a SEC dedica à quantidade de registros que o setor envia". O futuro da aprovação é incerto, assim como a posição da agência sobre o potencial conflito entre ETFs e fundos mútuos em termos de estrutura de custos e tratamento tributário.
Entretanto, os fundos mútuos ainda possuem certas vantagens. Eles desempenham um papel central no sistema de aposentadoria dos EUA, onde os fluxos de entrada com vantagens fiscais ocorrem mês após mês. Essa estabilidade significa que os fundos mútuos não estão desaparecendo completamente, mesmo com o aumento da popularidade dos ETFs.
A integração da BlackRock com criptomoedas e suas implicações eleitorais
Enquanto a BlackRock se apressa para expandir seus ETFs com vantagens fiscais, ela também está demonstrando sua influência nos mercados de criptomoedas. Seu fundo Bitcoin está em plena expansão, especialmente com o aumento das especulações sobre o resultado da eleiçãodentdos EUA. Somente na quarta-feira, US$ 872 milhões foram investidos no ETF iShares Bitcoin Trust da BlackRock — um recorde diário. Este ano, suas subscrições lideraram os rankings globais de ETFs.
Os enormes fluxos de capital alimentaram o chamado "comércio Trump", já que o candidato republicano pró-criptomoedas, Donald Trump, lidera as apostas rumo ao dia da eleição, em 5 de novembro. Trump apresentou os EUA como um futuro polo cripto, com regulamentações favoráveis destinadas a manter os projetos em território nacional. Até mesmo o CoinDesk, que normalmente não é fã, endossou sua política para criptomoedas. Darius Sit, CIO da QCP Capital, de Singapura, afirma que a influência da BlackRock no mercado de criptomoedas tem sido enorme, explicando: "Quando você vê o CEO da BlackRock, Larry Fink, na CNBC falando sobre como bitcoin é uma reserva de valor, é aí que você percebe que as criptomoedas se tornaram parte da narrativa de investimento americana."
Há também rumores sobre como um governo Trump poderia reformular a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA). Se Trump vencer, seu governo poderia substituir o presidente da SEC, Gary Gensler, que tem sido visto como rigoroso com as criptomoedas. Essa mudança regulatória poderia tornar os EUA um lugar mais amigável para empresas de criptomoedas, ao mesmo tempo que levanta questionamentos para Hong Kong, que tem cortejado empresas americanas de criptomoedas com suas próprias regras bem definidas.
Para o fundo Bitcoin da BlackRock, o momento não poderia ser melhor. O fundo está agora avaliado em US$ 31 bilhões e se aproxima de sua máxima histórica, com uma alta de 13% neste mês. Os investidores estão acompanhando de perto, já que muitos outros ativos digitais estão experimentando tendências de crescimento semelhantes. "Há muita demanda por esses ETFs", disse James Seyffart, analista de ETFs da Bloomberg Intelligence.
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