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A ASIC garante proibição de viagem a Allan Guo, da Blockchain Global

Neste post:

  • A ASIC emitiu uma ordem provisória de restrição de viagem contra Liang “Allan” Guo, ex-diretor da Blockchain Global, para impedi-lo de deixar a Austrália.
  • A Blockchain Global, uma empresa de criptomoedas que já foi proeminente na Austrália, deve 58 milhões de dólares australianos a credores, o que evidencia a turbulência financeira após sua falência.
  • A ASIC acusa Guo de desviar US$ 1,69 milhão de contas de investidores para investimentos pessoais e de transferir 21,11 Bitcoin para uma carteira privada.

A Comissão Australiana de Valores Mobiliários e Investimentos ( ASIC ), órgão do Tribunal Federal da Austrália, emitiu uma ordem judicial provisória de restrição de viagem contra Liang “Allan” Guo, ex-diretor da extinta empresa de criptomoedas Blockchain Global. Essa decisão, anunciada pela ASIC em 28 de fevereiro, visa impedir que Guo deixe o país enquanto as investigações sobre o colapso da empresa continuam. A Blockchain Global, que já foi pioneira no setor de exchanges de criptomoedas da Austrália, deve a seus credores a quantia impressionante de 58 milhões de dólares australianos (37 milhões de dólares americanos).

A ordem, datada de 20 de fevereiro, exige que Guo, cidadão chinês, entregue todos os passaportes que possui e o impede de tentar deixar a Austrália até 20 de agosto. Essa decisão foi tomada na ausência de Guo, limitando sua capacidade de resposta imediata. A próxima audiência de Guo está marcada para 12 de março, quando serão tratados os procedimentos subsequentes relacionados ao caso.

ASIC investiga empresa de criptomoedas com foco em Guo

O contexto desta ação judicial envolve sérias acusações contra Guo e a administração da Blockchain Global. O pedido da ASIC para a emissão de ordens de restrição de viagem decorre da preocupação de que Guo possa fugir do país em meio às investigações em curso sobre seu papel na falência da empresa. A juíza Catherine Button, que preside o caso, ressaltou a gravidade das acusações, que incluem o desvio de fundos de investidores. Especificamente, a ASIC acusa Guo de desviar US$ 1,69 milhão (AUD 2,6 milhões) de uma conta destinada a investidores da ACX Exchange para investimentos pessoais e de transferir 21,11 Bitcoin, avaliados em aproximadamente US$ 1,3 milhão, para uma carteira privada sob seu controle.

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As operações da Blockchain Global, particularmente através da corretora ACX entre janeiro de 2016 e dezembro de 2019, estão sob investigação. O processo de liquidação da corretora teve início em 11 de fevereiro de 2022, revelando a gravidade da má gestão financeira e das supostas violações legais cometidas por seus diretores. Além de Guo, Xue “Sam” Lee e Zijang “Ryan” Xu, também diretores da empresa, estão sendo investigados por violações da lei corporativa. No entanto, acredita-se que Lee e Xu estejam fora da Austrália, o que torna Guo o principal alvo no país para a possível recuperação dos fundos desviados.

Implicações mais amplas e conexões internacionais

O processo contra Guo e a Blockchain Global faz parte de um padrão mais amplo de escrutínio regulatório que o setor de criptomoedas enfrenta. A investigação da ASIC sobre os diretores da empresa começou apenas um mês antes da ordem judicial de restrição de viagens, indicando uma resposta rápida às evidências emergentes de irregularidades corporativas. A investigação, que deve durar cerca de 12 meses, destaca as complexidades da regulamentação do mercado de moedas digitais e da garantia da proteção do investidor.

Em um desenvolvimento relacionado, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) acusou Xue “Sam” Lee, em 29 de janeiro, de envolvimento em um esquema de fraude com criptomoedas de US$ 1,7 bilhão, complicando ainda mais o cenário jurídico para os ex-executivos da Blockchain Global. As acusações contra Lee, que incluem conspiração para cometer fraude de valores mobiliários e fraude eletrônica, fazem parte de uma repressão mais ampla às atividades fraudulentas no mercado de criptomoedas. Esses desafios jurídicos internacionais ressaltam a necessidade de cooperação transfronteiriça na regulamentação e monitoramento do setor de finanças digitais.

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