As ações asiáticas registraram alta na quinta-feira, um dos poucos dias de negociação abertos na região, enquanto a maioria dos mercados observava o feriado do Dia do Trabalho. Os investidores seguiram o exemplo de Wall Street, onde as ações americanas se recuperaram das fortes perdas iniciais e registraram ganhos pelo sétimo dia consecutivo.
Apesar da incerteza persistente em relação à disputa comercial do presidente dent Trump com a China e outros parceiros, o índice Nikkei 225 do Japão subiu 1,31%, para 36.516 pontos. Os investidores analisaram a Banco do Japão de manter sua taxa básica de juros inalterada, mesmo com o aumento das dúvidas sobre como as novas tarifas americanas, já propostas, poderão ripple a terceira maior economia do mundo.

O índice australiano S&P/ASX 200 subiu menos de 0,1%, fechando em 8.137,40. Com a China, Coreia do Sul, Hong Kong, Singapura e grande parte do Sudeste Asiático fechados devido ao feriado de 1º de maio, o volume de negócios na região permaneceu baixo e os fluxos transfronteiriços foram escassos, deixando o sentimento do mercado fortemente dependente das notícias vindas de Washington e Nova York.
As ações asiáticas dependiam fortemente das notícias vindas de Nova York
Na quarta-feira, o S&P 500 subiu 0,1%, para 5.569,06, o Dow Jones Industrial Average avançou 0,3%, para 40.669,36, e o Nasdaq Composite, com foco em tecnologia, recuou 0,1%, para 17.446,34.
Foi uma reversão significativa após o S&P 500 ter caído 2,3% e o Dow Jones ter perdido 780 pontos no início do pregão. A queda inicial ocorreu após dados preliminares indicarem que a economia americana encolheu no primeiro trimestre, uma forte inversão em relação ao sólido crescimento registrado no final do ano passado.
Economistas afirmaram que muitos importadores anteciparam os embarques antes dos esperados aumentos de tarifas, distorcendo os números e alimentando discussões sobre "estagflação". A combinação de atividade econômica fraca e inflação persistente deixa o Federal Reserve sem uma resposta fácil.
O alívio chegou mais tarde, quando um relatório separado mostrou que o indicador de inflação preferido do Fed desacelerou para 2,3% em março, ante 2,7% em fevereiro, aproximando-se da meta de 2%.
A própria disputa tarifária continua sendo a incógnita. As empresas estão com dificuldades para prever os custos, enquanto o governo oscila entre anunciar tarifas e insinuar possíveis reduções. "Não estou me atribuindo o mérito nem o demérito pelo mercado de ações", disse Trump na quarta-feira. "Estou apenas dizendo que herdamos uma situação caótica."
Essa oscilação já causou muita volatilidade no mercado. Em abril, o S&P 500 chegou a cair quase 20% abaixo do recorde estabelecido no início do ano, sendo comparado a alguns dos dias mais sombrios da Grande Depressão. O S&P 500 fechou o mês com queda de apenas 0,8%, bem menor do que a de março, e agora está 9,4% abaixo de seu pico.
Por outro lado, o petróleo bruto de referência dos EUA caiu 10 centavos, para US$ 58,11 o barril, enquanto o petróleo Brent recuou 5 centavos, para US$ 61,01. No mercado cambial, o dólar se fortaleceu, passando de 143,06 ienes para 143,88, e o euro caiu de US$ 1,1331 para US$ 1,1308.

