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Grupo financeiro do Reino Unido processa a Meta por fraude digital

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 2 minutos
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  • A UK Finance acusa a Meta, proprietária do Facebook e de outras redes sociais, de estar ligada a 61% de todos os golpes de pagamento digital relatados no Reino Unido.
  • O grupo defende que as gigantes da tecnologia assumam maior responsabilidade por crimes financeiros e indenizem as vítimas.
  • Apesar de já possuírem iniciativas para combater golpes, empresas de tecnologia como a Meta enfrentam uma pressão crescente para fazer mais no sentido de conter esse problema cada vez maior.

Ao ler rapidamente a manchete "Grupo financeiro do Reino Unido mira a Meta por fraude digital", você pode imaginar uma disputa corporativa. No entanto, ela retrata uma realidade alarmante: o aumento de golpes com pagamentos digitais relacionados à Meta, a gigante das redes sociais.

A UK Finance, grupo de lobby bancário e financeiro do Reino Unido, atribui mais da metade desses golpes à Meta, reacendendo o apelo para que as gigantes da tecnologia assumam maior responsabilidade no combate a essa crescente ameaça de crimes financeiros.

Golpes digitais: uma disputa pela responsabilidade

A UK Finance afirma que impressionantes 61% de todas as fraudes de pagamento push autorizadas relatadas têm origem na Meta, a gigante proprietária das redes sociais Facebook, Facebook Marketplace, Instagram e WhatsApp.

O grupo financeiro levou a luta a Jeremy Hunt, o Ministro da Fazenda, munido de dados sobre as fontes de fraude em pagamentos no Reino Unido.

Segundo a UK Finance, a quantia impressionante de £485 milhões foi desviada por meio de fraudes com pagamentos autorizados somente no ano passado. Com a crescente utilização de serviços digitais durante a pandemia, esse tipo de golpe encontrou terreno fértil.

O cerne do debate reside na questão da responsabilidade pela compensação das vítimas desses golpes. Embora os bancos tenham um acordo voluntário para reembolsar as vítimas de fraudes com pagamentos autorizados, há umatronpressão da UK Finance para que a indústria de tecnologia assuma maior responsabilidade.

Afinal, a alegação é de que os sites online contribuem para a maioria das fraudes em pagamentos. No entanto, as tensões aumentam à medida que nos aprofundamos no assunto. Os ministros do Reino Unido anunciaram uma estratégia nacional de combate à fraude em maio, mas a proposta de obrigar as empresas de tecnologia a fornecerem indenizações foi convenientemente descartada.

Essa estratégia foi idealizada para harmonizar os esforços do governo, do setor privado e das forças da lei, mas acabou se tornando uma "carta voluntária de combate à fraude online".

Será que a indústria tecnológica está fazendo o suficiente?

As empresas de tecnologia estão acostumadas a acusações relacionadas ao seu envolvimento em golpes. Em resposta à acusação, Julian David, CEO da TechUK, afirmou que estão colaborando estreitamente com o governo e o Ministério das Finanças do Reino Unido para combater a fraude online.

Foram tomadas medidas para conter essa ameaça, como a aprovação obrigatória da Autoridade de Conduta Financeira (FCA) para empresas de serviços financeiros do Reino Unido que desejam anunciar em empresas de tecnologia, incluindo a Meta e a Microsoft.

Além disso, essas empresas estão usando aprendizado de máquina para detectar comportamentos fraudulentos e bloquear endereços IP de fraudadores. No entanto, o problema persiste.

A Meta adotou uma postura defensiva, afirmando que o problema dos golpes é generalizado no setor. Os golpistas empregam táticas cada vez mais sofisticadas para fraudar pessoas usando e-mails, SMS e até mesmo métodos offline.

Embora a Meta tenha implementado sistemas para bloquear golpes e realize campanhas para conscientizar sobre comportamentos fraudulentos, a empresa admite que ainda há muito a ser feito.

Em suma, isto não se trata apenas de uma disputa corporativa entre o lobby financeiro e uma gigante das redes sociais. Reflete a necessidade crucial de uma abordagem conjunta de todos os setores – empresas de tecnologia, instituições financeiras e o governo – para resolver este problema preocupante pela raiz.

A crescente sofisticação dos golpes exige uma resposta igualmente avançada e mais unificada para proteger o público de ser vítima desses predadores digitais.

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Jai Hamid

Jai Hamid

Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.

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