Um ex-regulador do mercado financeiro defendeu o desenvolvimento de um dólar digital pelo governo dos Estados Unidos. O ex-presidente da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), J. Christopher Giancarlo, afirmou que o Federal Reserve precisa estreitar os laços entre parcerias público-privadas para alcançar outros países que já adotaram a possibilidade de moeda digital.
Por exemplo, o governo chinês está fazendo progressos consideráveis no desenvolvimento de seu yuan digital, que poderá ser apresentado ainda este ano. O yuan digital tem sido visto como um potencial concorrente ao domínio do dólar americano no mercado internacional.
Por que o dólar digital?
A criação de um banco central de moeda digital (CBDC) nos Estados Unidos será uma inovação do século XXI que trará uma nova dimensão à gestão monetária, à regulamentação de moedas digitais e ao comércio internacional. A criação de um dólar digital tem sido tema de muitos há algum tempo, mas a forma que ele assumiria ainda é desconhecida.
O Banco Central de Moeda Digital (CBDC) facilitará a transferência e a movimentação de dinheiro entre países ou localidades, além de garantir a devida fiscalização da movimentação financeira para combater a lavagem de dinheiro e a corrupção. O projeto do dólar digital tem como objetivo eliminar todos os obstáculos que uma moeda analógica poderia apresentar.
O ex-chefe da CFTC afirmou que o dólar digital seria disponibilizado por meio do sistema bancário tradicional e das instituições financeiras convencionais para diversos usuários da moeda virtual.
Bancos centrais exploram o potencial das moedas digitais
Há indícios de um iminente banco central de moeda digital, mas o momento de sua concretização ainda é incerto. Os bancos centrais de diversas nações do mundo estão explorando a possibilidade de terem suas próprias moedas digitais. Não são apenas os Estados Unidos e a China que estão na corrida pela moeda digital. O Banco de Compensações Internacionais (BIS) firmou parcerias com bancos centrais de alguns países, como Japão e Reino Unido, para a emissão e o uso de moedas digitais.
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