Resumo resumido
• Os cidadãos de Kilifi recebem 50 Sarafu grátis ao criarem suas carteiras.
• As criptomoedas podem ser vinculadas ao Cobalt e alcançar toda a África.
As criptomoedas ditam tendências em todos os cantos do mundo, e desta vez é a vez do Quênia. O país da África Oriental tem utilizado a nova tecnologia baseada em blockchain em campos agrícolas e está obtendo sucesso.
Em uma das fazendas de Kilifi, perto da costa do Oceano Índico, um jovem agricultor usa criptomoedas como forma de pagamento. Emmanuel Kahindo, que cultiva hortaliças, utiliza a criptomoeda Sarafu para estabelecer sua economia sem depender de moedas fiduciárias. O agricultor não precisa de moeda queniana para comprar alimentos ou implementos agrícolas, pois possui a criptomoeda.
A criptomoeda Sarafu tem sido de grande ajuda, e muitos cidadãos no Quênia, como Emmanuel, se beneficiam dela diariamente. Até mesmo a volatilidade do token permite que o agricultor ganhe dinheiro simplesmente armazenando-o em sua carteiratron.
Sarafu pode mudar a economia do Quénia

O token Sarafu funciona como um cupom que pode ser usado para pagar por serviços ou outros bens, como se fosse moeda fiduciária. Qualquer cidadão queniano com um celular pode usar o token; os usuários também recebem 50 tokens gratuitos. Depois disso, podem acumular mais tokens vendendo seus produtos agrícolas.
A criptomoeda também é considerada uma CIC (moeda comunitária) que dispensa transações bancárias. Os cidadãos do Quênia podem economizar tempo usando o token em casa, sem precisar ir a um banco.
De onde surgiu a criptomoeda?
A Sarafu foi criada por um americano que usou sua organização beneficente para promover o avanço tecnológico no país da África Oriental. A criptomoeda chegou a diversas áreas do Quênia, incluindo Kilifi. Desde o seu lançamento, o token tem sido uma solução lucrativa para agricultores sem acesso a bancos.
Will Ruddick, o criador do token, acredita que a criptomoeda preenche a lacuna deixada pela ausência da moeda fiduciária do Quênia. Vários comerciantes locais se beneficiam do token e até conseguiram prosperar economicamente.
Um professor de economia da Universidade de Nairobi acredita que as criptomoedas têm potencial. O professor afirma que Sarafu possui talento suficiente para preencher toda a população do Quênia e da África. No entanto, a tecnologia ainda é muito recente, por isso poucas pessoas a adotaram.
Entre as opiniões de especialistas sobre o token, destaca-se seu valor em relação ao cobalto. Esse elemento químico, abundante na República do Congo, pode se valorizar em criptomoedas e impulsionar a economia do país. Trata-se de uma proposta que conta com o apoio de diversos cidadãos e economistas quenianos, visando um ambiente econômico mais livre.
Entretanto, o token continuará sendo adotado em Kilifi para a produção agrícola. As criptomoedas podem se tornar cada vez mais populares com o tempo, levando os cidadãos a deixarem de lado a moeda queniana.

