Resumo resumido
• Em 14 meses, os golpes online aumentaram 69%.
• Os golpes online mais frequentes são phishing, BEC (Business Email Compromise) e investimentos em criptomoedas.
O FBI informou que recentemente recebeu um novo recorde de denúncias relacionadas a golpes e fraudes online envolvendo investidores em criptomoedas. O centro de denúncias de crimes cibernéticos do órgão federal levou mais de sete anos para registrar 1 milhão de queixas. Mas isso mudou, pois nos últimos 14 meses o número ultrapassou facilmente a marca de um milhão.
Esse aumento nas denúncias de golpes na internet coincidiu com a Covid-19, pois há uma maior conscientização sobre o mercado. As denúncias aumentaram 69% desde 2019, o que se mostra preocupante.
O FBI observa que a pandemia contribuiu para o aumento de golpes online devido à grande quantidade de operações na internet. De acordo com o órgão de investigação, fraudes contra investidores, e-mails comprometidos e golpes em sites de relacionamento têm sido muito comuns. O número divulgado pelo FBI ultrapassa 791.000 denúncias por golpe, totalizando US$ 4,1 bilhões em prejuízos entre 2020 e 2021.
Quais são os golpes online mais comuns?

A agência de investigação afirmou que os relatórios de crimes se concentram em cinco tipos de golpes online. Os golpes de phishing ultrapassam 241.000 denúncias, os golpes de pagamento ou entrega somam 108.000 e os de extorsão, 76.000. Mas o FBI também relata um aumento nas violações de dados pessoais e roubos dedent.
No entanto, os golpes de phishing são os crimes online mais comuns, principalmente em e-mails comerciais ou BECs (Business Email Compromise). Crimes de fraude online relacionados a relacionamentos amorosos e investimentos também custaram às autoridades mais de US$ 0,6 bilhão.
Modus operandi dos golpes BEC
Um dos golpes online mais famosos são os BECs (Business Email Compromise), que atingem empresas bem remuneradas no país. Esse crime consiste em enganar funcionários da empresa para que enviem dinheiro para a conta do golpista. Esses cibercriminosos comprometem os e-mails de executivos ou clientes frequentes, fazendo com que os funcionários enviem dinheiro para suas contas.
O IC3 recebeu cerca de 19.000 denúncias de golpes BEC em menos de um ano e meio. Esse crime pode causar grandes prejuízos financeiros às empresas, levando-as inclusive à falência.
Mas o FBI não descarta os golpes que consistem em manipular o cibercriminoso para obter vantagem sobre a vítima. O golpista promete à pessoa online que enviará fotos íntimas, mas em troca transferirá dinheiro. Quando a transação é concluída, o golpista retira o dinheiro e bloqueia a vítima em suas redes sociais ou sites.
Existem também golpes de investimento em criptomoedas que aumentaram com a capitalização de mercado. Os cibercriminosos podem usar muitos métodos envolvendo moedas descentralizadas e novos comerciantes.
Um dos golpes com criptomoedas mais relevantes do ano ocorreu quando uma pessoa se fez passar por Elon Musk, CEO da Tesla. Os golpistas roubaram mais de US$ 2 milhões de pessoas que confiaram em "Elon Musk" e em seus planos de investimento.

