A Comissão de Valores Mobiliários (SC) da Malásia, órgão regulador financeiro do país, publicou alterações em suas normas relativas a "mercados reconhecidos", incluindo novas emendas que introduzem leis para corretoras de criptomoedas. A SC também divulgou um comunicado informando que as empresas que desejam operar no país devem se registrar junto à SC até março deste ano.
Outras regulamentações incluíam a exigência de que as empresas tivessem uma estrutura corporativa e que seus executivos não possuíssem antecedentes criminais. Além disso, esses executivos deveriam ter experiência razoável em mercados tradicionais.
Além disso, essas plataformas devem comprovar que estão adotando medidas de qualidade para garantir a máxima proteção dos fundos dos investidores. A agência afirmou que somente as empresas que forem benéficas para a economia digital do país poderão operar no território nacional.
Enquanto isso, essas empresas estão tentando obter a aprovação da SC (Comissão de Valores Mobiliários), mas não conseguem abrir novas contas, ou seja, estão em fase de transição. Um funcionário da SC afirmou que essas novas diretrizes visam aumentar a "inovação", garantindo ao mesmo tempo a proteção da confiança e dos fundos dos investidores.
Anteriormente, o ministro das finanças do país havia indicado que as corretoras de criptomoedas, assim como as ICOs, seriam regulamentadas no início de 2019. No entanto, o recente anúncio da SC não inclui regulamentações relativas às ICOs.
No início de 2019, os reguladores declararam que as leis relativas às ICOs poderiam abranger regulamentações relacionadas ao white paper e, portanto, estariam em conformidade com os mesmos padrões dos prospectos de IPO.
A Malásia está entre as poucas nações do Sudeste Asiático que têm desenvolvido um arcabouço regulatório para criptomoedas. A Tailândia publicou sua regulamentação para criptomoedas em 2018 e recentemente aprovou quatro empresas para operar no país.
Malásia estabelece novas regras e regulamentações para corretoras de criptomoedas