Desde 2012, odent da Turquia, Recep Erdogan, vem afirmando que a taxa de juros resulta em aumento de preços.
Ele acrescentou ainda que os empresários seriam coagidos a reduzir a sua participação devido às elevadas taxas de juro. Naquela altura, as taxas de juro de referência rondavam os seis por cento (5,8%).
Mas as taxas de juros de mercado estavam disparando, em torno de treze a quatorze por cento (13-14%). Sendo economista, ele acredita que a taxa de juros é o verdadeiro problema, estando diretamente relacionada à inflação.
Erdagon reiterou recentemente a alegação, afirmando:
“Com a queda das taxas de juros, a inflação também cairá. O verdadeiro problema são os juros. Sou economista.”
Recentemente, a revista Foreign Policy (FP) reagiu às suas observações da melhor maneira possível. Afirmou que os interesses maiores reduzem a alta dos preços diminuindo o ritmo do crescimento econômico.
Se os bancos nacionais maximizarem o preço dos empréstimos, isso exercerá pressão sobre os bancos na Turquia. Em contrapartida, os bancos terão que liquidar uma parcela significativa dessa dívida regularmente.
Entretanto, todas as dívidas são financiadas pelos próprios bancos turcos por um longo período e com taxas de juros estáveis. O aumento das taxas de juros pelo banco central eleva o custo das ações dos bancos, reduzindo seus lucros.
Isso resultou em uma crise de crédito. Como a redução dos empréstimos pelos bancos levou a uma menor compra por parte dos clientes, as empresas financiam menos seus negócios e o ritmo de crescimento econômico desacelera.
Existem diversas opiniões sobre a influência das taxas de juros no aumento dos preços, mas todas convergem para a conclusão de que a escalada das taxas de juros desacelera a economia.
É assim que os banqueiros centrais criam essa sequência de expansão e recessão, mas a revista apresentou um panorama parcial dos efeitos das taxas de juros sobre os empréstimos e o acúmulo de dinheiro, e, em última instância, sobre o aumento dos preços.
Teoria de Erdogan sobre crises econômicas