As criptomoedas são anunciadas como descentralizadas, mas o que isso realmente significa? Além disso, qual tipo de blockchain é mais "descentralizado", por assim dizer?
O termo é usado para se referir a sistemas que não são gerenciados por uma autoridade central, mas sim controlados pelos usuários (daí o nome).
No mercado de criptomoedas, os protocolos Proof of Stake (PoS) e Proof of Work (PoW) são usados para manter a descentralização. Esses protocolos conferem autoridade aos usuários que participam realizando processos na rede. Mas qual é a influência dos principais participantes nessas redes?
Bitcoin e Ethereum entre muitas outras criptomoedas, utilizam o protocolo PoW (Prova de Trabalho), que democratiza as decisões e outros eventos importantes.
No entanto, existe uma brecha, pois grandes grupos de mineração individuais podem tomar decisões em seu próprio benefício, desde que contribuam significativamente para o poder de processamento da rede. Isso pode ser observado até mesmo em criptomoedas importantes como Bitcoin , Ethereum e Litecoin nas quais de 2 a 5 membros detêm metade do poder de processamento da rede.
De fato, é muito difícil comparar os protocolos PoS e PoW, pois cada um tem uma abordagem diferente para alcançar consenso. O protocolo PoS funciona com base em quem detém mais tokens na rede e, portanto, possui mais "participações" e, consequentemente, maior responsabilidade.
Muitos tokens utilizam uma versão modificada do PoS, portanto, existem poucas redes que operam com o protocolo PoS em sua totalidade. O PoS funciona com base em staking, e as redes que o empregam, como Cosmos (ATOM) e Tezos (XTZ), compartilham a responsabilidade entre vários usuários, sem centralizar o poder em duas ou três partes.
No entanto, ambos os protocolos enfrentam o risco de centralização, uma vez que uma entidade com um pool de mineração suficientemente grande (para uma rede baseada em PoW) ou uma entidade que detém a maioria dos tokens na rede (para uma rede baseada em PoS) pode anular as decisões tomadas na rede.
descentralização do blockchain