O maior desafio para a adoção das criptomoedas não é a regulamentação, mas sim os atalhos adotados por outros no setor e as fraudes. A enganação é tão prejudicial quanto qualquer atividade fraudulenta. A abordagem baseada em princípios fundamentais é tão essencial hoje em dia que precisamos pensar em tudo o que fazemos sob essa perspectiva.
É comum empresas de blockchain contratarem consultores, mas por que esse conceito surgiu? Consultores do setor ajudavam as empresas a obter clareza, elaborar estratégias e executar seus projetos com mais eficiência. Suas conexões e redes de contatos permitiam que os projetos fossem lançados e executados mais rapidamente, com recursos que as empresas não conseguiriam obter por conta própria. Portanto, ter consultores é ótimo, mas não é obrigatório. Quando, então, ter um consultor se tornou tão essencial para uma empresa?
Quem deseja comprar tokens, investir ou participar de um projeto começa analisando a equipe envolvida. Os consultores são os selos de prestígio no site que ajudaram a impulsionar as vendas de tokens. Foi nesse ponto que os "consultores" se tornaram "commodities".
Aqui está uma mensagem que recebi no LinkedIn:
Nossa, ser consultor é muito fácil. Adicione um emprego ao seu perfil do LinkedIn, publique alguns elogios sobre uma IEO e pronto, você é um consultor valioso. Acho que a responsabilidade recai mais sobre o consultor que é listado nessa oferta por US$ 500 a US$ 8.000 em tokens do que sobre a própria IEO.
Em primeiro lugar, um consultor não consegue fazer justiça a um projeto que não conhece, de que não gosta e em que não confia. Um projeto em que ele acredita e para o qual contribui consistentemente avançará positivamente. Claro, um consultor que apenas responde a perguntas e oferece consultoria pode se virar sem muito esforço, mas aqueles que trabalham para levar o projeto ao próximo nível não podem fazer milagres apenas permitindo que as pessoas os adicionem ao seu site.
Isso precisa parar. O mercado Bitcoin e criptomoedas é um setor promissor atualmente. Não podemos permitir que ele seja ainda mais prejudicado por projetos que priorizam atalhos em vez da qualidade e do resultado final. O objetivo pode justificar os meios, mas esses meios jamais levarão a um objetivo sustentável.

