A Gemini Trust Company entrou com uma ação judicial contra o Digital Currency Group (DCG) e seu CEO, Barry Silbert, alegando fraude relacionada a uma discrepância de um bilhão de dólares no balanço patrimonial da Genesis, subsidiária da DCG.
Acusações crescentes e refutações
A Gemini, com sede em Nova York, firmou uma parceria com a Genesis que permitia aos clientes obter rendimentos anuais de até 7,4%. No entanto, alega-se que Silbert induziu conscientemente a continuidade do programa, mesmo estando ciente da insolvência da Genesis. O anúncio de falência da Genesis em janeiro de 2023 reforça ainda mais essas alegações.
O processo alega que a Genesis, em colaboração com a DCG, induziu a Gemini a conceder empréstimos, alardeando procedimentos supostamente rigorosos de verificação de contrapartes e práticas robustas de gestão de riscos. O processo alega ainda que essas afirmações eram totalmente falsas, ocultando as práticas imprudentes de empréstimo da Genesis, que agravaram os riscos. O resultado, segundo a Gemini, foi uma perda significativa para os clientes da empresa que participaram do programa Earn.
Cameron Winkcofundador da Gemini, criticou publicamente Silbert, classificando-o como o principal orquestrador da suposta fraude. O processo busca uma série de reparações, incluindo indenização por danos, honorários advocatícios e qualquer outra medida considerada justa e adequada.
2/ A denúncia conta toda a história, mas vamos começar por aqui: quando a Gemini notificou a Genesis de que encerraria o programa Earn em outubro de 2022, Barry entrou em contato para marcar uma reunião e tentar convencer a Gemini a continuar com o Earn. Ele fez isso sabendo que a Genesis estava em grave insolvência. pic.twitter.com/cY8H8IfnaH
-Cameron Winklevoss (@cameron) 7 de julho de 2023
A DCG rebate: 'Alegações difamatórias' e 'manobras publicitárias'
A DCG, no entanto, rejeita essas alegações como infundadas e difamatórias, afirmando que o processo é uma jogada publicitária. Com cerca de US$ 50 bilhões em ativos sob gestão, o conglomerado de criptomoedas alega que a liderança da Gemini esteve praticamente ausente durante as tentativas de resolução da crise. Eles afirmam que os gêmeos WinkLevoss, fundadores da Gemini, estavam desaparecidos enquanto a liderança da DCG trabalhava ativamente para negociar um acordo.
Este processo judicial marca mais um episódio em uma disputa pública contínua entre a Gemini e a Genesis sobre o controverso produto Gemini Earn, que também enfrenta um processo da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC).
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